Os Unknown Mortal Orchestra voltaram à Cidade Invicta esta segunda-feira, dia 29, para um espetáculo mesmo à beira rio, no Hard Club.

Se ainda ontem nos estávamos a despedir dos Unknown Mortal Orchestra no festival NOS Privamera Sound, num abrir e fechar de olhos (literalmente), o Porto voltou a receber a banda neozelandesa.

O mau tempo não foi capaz de assustar os mais medrosos que compraram bilhete para assistir a Unknown Mortal Orquestra. No pior dos cenários, provocou então somente alguns atrasos, mas nada de grave. À medida que a sala ganhava forma, Iguana Garcia pisava o palco com sonoridades psico-electro-pop alternadas com loops de guitarra.

Então, pouco passava das 22h quando o grupo neozelandês subiu ao palco alternativo da cidade do Porto. O espetáculo arrancou com “From The Sun”, tema que pertence ao segundo álbum. Seguiu-se “Ffunny Ffriends”, com Ruban Nielson, o vocalista, a descer até à plateia de guitarra ao peito, percorrendo a sala de uma ponta à outra.

Para acederes à galeria completa clica aqui.

“Are you guys alright?”, perguntou Nielson mais do que uma vez ao longo da noite. Ouviram-se ainda temas bem conhecidos por parte da enchente de gente que estava em frente ao palco, como “So Good at Being in Trouble” e “Necessary Evil”. Também se fez ouvir o último álbum, “Sex & Food”, com “Ministry Of Alienation”, por exemplo.

Ainda sobre este álbum – e com Ruban Nielson novamente fora do palco, desta vez em pé, apoiado na barreira do fosso e com uma das mãos dada com o público que o ajudava a manter o equilíbrio – cantou “American Guilty”. Este tema fez com que a voz do cantor se tornasse num autêntico instrumento eletrónico. Ajudou então a enfatizar ainda mais o ambiente psicadélico criado desde o início.

A noite terminou então com “Hunnybee” e “ Can’t Keep Checking My Phone”. Despedimo-nos do rock psicadélico que se muda esta terça para a cidade de Lisboa. O concerto que terá lugar na Aula Magna.


Texto: Rita Pereira
Fotografias: Bruno Ferreira

Comentários