Os Tribalistas atuaram ontem, dia 23, no Coliseu do Porto. Esta foi a primeira vez que o grupo pisou o palco da mítica sala de espetáculos do Norte.

O público portuense brindou os Tribalistas com um Coliseu completamente cheio e a banda retribuiu, enchendo a sala com os seus clássicos. Para Marisa Monte, “Foi uma tarefa deliciosamente difícil” escolher as canções para este show.

A banda apresentou-se em palco com roupas coloridas e divertidas, tribais. Quando se dirigiu ao público pela primeira vez previa que “para nós certamente será uma noite inesquecível” – e foi mesmo.

“Tribalistas”, “Carnavália”, “Um só”, “Anjo da Guarda”, “Água também é Mar”, entre outros temas foram passando e o público vibrava com cada nota. Contudo, foi quando se tocou pela primeira vez “Velha Infância” que o Coliseu cantou em uníssono, num dos momentos mais bonitos da noite.

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A proximidade entre a banda e o público era notória, também muito por culpa dos instrumentos utilizados e da boa vibe dos cantores. Era como se tivéssemos sido transportados para um ritual tribal e se estivéssemos em contacto com a natureza. Isto tudo pelos sons entoados pelos instrumentos e pelas imagens que passavam no background. Imagens do mar, da natureza, das pessoas.

Quando se tocou “Aliança”, Marisa Monte confessou que este tema começou a ser escrito na cidade Invicta, aproximando-nos ainda mais.

O show, como tão bem dizem os brasileiros, continuou com “Até Parece”, “Não é Fácil”, “Lutar e Vencer”. Quando chegou a vez de “Infinito Particular”, um tema que faz toda a gente querer levantar-se das cadeiras e dançar o “sambinha” brasileiro, Carlinhos Brown convidou os portuenses a fazer isso mesmo. Nesta altura, já todo o Coliseu estava de pé a dançar ao som dos ritmos quentes do Brasil. Um dos momentos altos da noite deu-se quando os tocaram “Depois”. A balada valeu-lhes uma ovação de pé fervorosa.

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A partir daqui já nunca mais ninguém se sentou. O ambiente era de alegria, companheirismo, diversão e dança que se acentuou ainda mais quando tocaram a tão conhecida “Já sei namorar”.

A banda abandonou o palco e aqui deu-se o momento mais arrepiante da noite. O público chamou de volta o trio brasileiro entoando a uma só voz a parte instrumental de “Já sei namorar”. E eles voltaram. Com rosas – que atiraram ao público – e uma roda dançante, despediram-se do Porto com “Velha Infância” de novo e “Tribalistas”.

Uma noite tão bonita no Coliseu do Porto que decerto ninguém mais vai esquecer e quem sabe, “Os Tribalistas” não demorem agora tanto tempo a voltar a esta casa que também já é deles.


Texto: Inês Vale
Fotografias: Bruno Ferreira

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