O Teatro Nacional de São João, no Porto, vai receber três estreias no âmbito do Festival DDD – Dias da Dança. As coreógrafas Olga Roriz, Shantala Shivalingappa e Joana Providência estão de regresso aos espaços do TNSJ com novas criações.

O Teatro Nacional São João (TNSJ) associa-se, uma vez mais, ao Festival DDD – Dias da Dança 2018. Este evento une assim as cidades de Vila Nova de Gaia, Porto e Matosinhos através da dança contemporânea. Nesta terceira edição, o TNSJ recebe três espetáculos, sendo que dois são estreias absolutas – “A Meio da Noite” (de Olga Roriz) e “Rumor” (de Joana Providência). O terceiro é estreia nacional: “Impro Sharana” (de Shantala Shivalingappa).

Durante o Festival DDD, o Teatro Nacional São João promove ainda três Masterclasses, com entrada gratuita mediante apresentação do bilhete dos espetáculos. Assim, permite então aos participantes explorar o processo de criação e composição das coreografias. O momento dedicado a Olga Roriz acontece a 28 de abril; a atividade sobre a obra de Shantala Shivalingappa decorre a 6 de maio; e a masterclass de Joana Providência está agendada para dia 12 do mesmo mês.

Dia Mundial da Dança celebrado com “A Meio da Noite”

Depois de “A Sagração da Primavera” (2015), “Terra” (2015) ou “Antes que Matem os Elefantes” (2016), Olga Roriz está de volta ao TNSJ com uma estreia absoluta.

“A Meio da Noite” é então uma homenagem ao sueco Ingmar Bergman. Centra-se na vertente existencialista caracterizadora do realizador. O espetáculo vai estar em cena entre 27 e 29 de abril, assinalando assim o Dia Mundial da Dança.

Concerto coreografado de Shantala Shivalingappa

“Impro Sharana” é um concerto coreografado que reúne amigos sob os bons auspícios de Shiva, o deus hindu da dança e do movimento.

Na companhia de quatro músicos, recria-se assim o ambiente acolhedor e íntimo de uma sala de estar. Aqui, Shantala Shivalingappa e Ferran Savall comunicam e musicam o corpo. Ela é uma bailarina nascida no Sul da Índia que se destacou em “Bamboo Blues”, uma peça de Pina Bausch. Ele é um guitarrista e cantor de origem catalã, conhecido pela sua capacidade de improvisação musical. O encontro entre culturas e tempos pode ser visto no TNSJ de 4 a 6 de maio, em estreia nacional.

Christian Boltanski dá o mote para Rumor

“Rumor” é a mais recente coreografia de Joana Providência. Ela dá seguimento a um ciclo de criações que tem por base artistas plásticos contemporâneos. Desta vez, a coreógrafa elegeu o pintor, escultor, fotógrafo e realizador francês Christian Boltanski.

Boltanski é conhecido pela sua frase lapidar “Somos importantes, porque somos únicos, mas ao mesmo tempo somos facilmente esquecidos”. O espetáculo procura assim encontrar um reflexo vivo do contexto social e político de uma ditadura. Isto é feito através de testemunhos e registos de presos políticos portugueses. A par disto, são exploradas questões como a memória e a identidade.

“Rumor” assinala o regresso de Joana Providência à programação do TNSJ, quinze anos após “Pioravante Marche” de Samuel Beckett. Uma estreia absoluta para ver de 11 a 13 de maio.

Comentários