– 3.5

Frances lançou o seu disco de estreia, intitulado “Things I’ve Never Said” no passado dia 17 de março. Este é o cartão de visita da jovem artista.

“Things I’ve Never Said” é o álbum de estreia de Frances que passou por terras lusas pela primeira vez em 2016 aquando do EDPCOOLJAZZ, em Lisboa. Este é um disco que mostra a verdadeira essência da compositora e começa com “Do Not Worry About Me“, uma canção com um início esparso, lento, com a voz limpa e doce da britânica para depois partir para um piano bem colocado mas que pode acabar por não cativar assim muito o novo público. No geral, funciona bem como uma introdução para os temas que se seguem até porque aqueles que já seguem a cantora não vão estranhar.

Drifting” é o tema que se segue que prima pela letra, uma canção bem escrita e onde temos uma percussão a acompanhar o piano e a voz, levando-nos assim para o mundo que já nos é conhecido de Frances. Melodicamente bem construída, intensa, e que se integra nas restantes baladas.

Se forem fãs aficionados da britânica de 23 anos, vão de certeza ficar bastante contentes com a inclusão de “Let it Out” e a já tão conhecida “Grow” que contém versos leves e delicados mas que provam a força vocal de Frances. Ela utiliza várias camadas de voz que se complementam com o piano, sem influências da pop moderna, que nos fazem conseguir ouvir uma e outra vez este tema sem que fiquemos cansados.

No Matter” com o R&B a pairar durante os quase três minutos e meio de canção, é o tema que mais foge à linha do álbum. Ouvindo o disco como o todo ficamos na dúvida se Frances está a tentar mudar aos poucos ou se se anda a aventurar por “mares nunca antes navegados” por ela própria. Para quem não era grande fã pode ser que depois de ouvir este tema bastante dançável, atual, com efeitos nas vozes e um coro complementar, fique curioso com a artista e comece a seguir o seu trabalho, nem que seja para ver qual o caminho escolhido no seu próximo trabalho.

Em “Things I’ve Never Said” existem faixas que fazem jus às capacidades de Frances como a “The Last Word” que poderia perfeitamente fazer parte da banda sonora de algum filme de romance de Hollywood como foi o caso da versão da velhinha “What is Love?”, que é parte integrante da banda sonora do filme “As Cinquenta Sombras Mais Negras”.

Na sua totalidade, está bem construído, com o cunho bem pessoal de Frances que se apresenta como já a conhecíamos. A sua capacidade de escrever e compor canções que contam histórias faz com que cada tema, cada verso seja um bocadinho nosso.

“Things I’ve Never Said” é sem dúvida um bom cartão de visita da jovem artista que prova que ela pode seguir o caminho que quiser, que desejar.

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