O Coliseu do Porto recebeu esta quarta-feira o primeiro de dois concertos da Scott Bradlee’s Postmodern Jukebox. O Jazz foi o verdadeiro impulsionador de uma verdadeira noite de animação.

A Scott Bradlee’s Postmodern Jukebox trouxe ao Coliseu do Porto um punhado de sucessos afamados mas com um toque especial. Michael Cunio foi o anfitrião desta noite e foi então o responsável pela apresentação de cada membro e guiounos pelo alinhamento preparado para esta noite.

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Thriller“, de Michael Jackson, foi o motor de arranque de uma noite que prometia muita diversão. O Coliseu, bem aconchegado, recebeu de braços abertos esta interpretação de Cunio, adornada com um momento de sapateado de Lee. Logo aqui percebemos que não estávamos perante um grupo de amadores mas sim, um grupo de (muito) talentosos amigos que tinham o propósito de nos levar para outra dimensão. E foi o que aconteceu.

A boa disposição estava no centro do espetáculo e Cunio pede ao público que faça barulho e, obediente como é, anuiu ao pedido do entertainer.

“Se quiserem dançar dancem, se quiserem cantar cantem e se quiserem beber… eu não sou vosso pai por isso façam como entenderem” – Michael Cunio

Em palco tínhamos então seis músicos: Sharik Hasan (piano), Mike Chrisnall (guitarra elétrica), Adam Kubota (contrabaixo), Martin Diller (bateria), Lemar Guillary (trompete) e Chloe Feoranzo (saxofone). Desengane-se quem pense que eles estavam ali para tocar e pronto. Na verdade, estes músicos mostraram-se sempre alegres e protagonizaram alguns dos momentos mais caricatos da noite.

Seguiu-se “You Give Me Love”, um original de Bon Jovi, interpretado por Emma. “Single Ladies” (Beyoncé) teve o toque especial de Dani e Gatti trouxe-nos Elle King com “Ex’s & Oh’s”.

“Are You Gonna Be My Girl” mostrou-nos um Cunio embebido em rock, com uma voz rouca trazendo-nos à memória Bryan Adams. Chloe teve espaço ainda neste tema dos Jet para o seu solo de saxofone. Meio metro de pessoa com um truque na manga que revelava mais tarde. Foi em “No Surprises” (Radiohead) que a saxofonista mostrou os seus dotes vocais.

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Não é preciso muito para se perceber que estes senhores sabem o que fazem. Quem não os conhece até pode pensar que é “só mais uma banda de covers“. Contudo, assim que os temas arrancam percebe-se que vai muito mais além. Os Postmodern Jukebox desconstroem as canções e dão-lhes uma alma bastante diferente dos originais.

Ouviu-se ainda “Toxic” (Britney Spears), “This Love” (Maroon 5) passando pelo mítico tema de Gloria Gaynor, “I Will Survive”. Cunio deu uma nova roupagem a “Look What You Made Me Do“, de Taylor Swift.

A primeira parte do concerto encerrou com Emma a dar vida a “Creep” (Radiohead) e “Tomorrow”, que contou com todo o grupo em palco.

O encore arrancou com “Chadelier” (Sia) onde Dani voltou a dar provas do que é capaz. Apesar disso, esta foi a canção menos desconstruída, onde não se sentia tanto aquele toque especial da Postmodern Jukebox.

A noite terminou com Cunio a pedir que “abanem com aquilo que a vossa mãe vos deu” – o rabo. Ouviu-se “Shake It Off”, o Coliseu estava todo de pé, a dar à anca.

Há cinco anos estavam numa cave em Queens (EUA) sob orientação de Scott Bradlee e desde então que estão em digressão. Quem os conhece sabe o porquê de não pararem. Quem não conhece, pois bem, devia.

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Texto: Mónica Ferreira
Fotografias: Bruno Ferreira

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