Santa Maria da Feira recebeu novamente o Ri – Festival Nacional de Comédia. De 2 a 5 de novembro a cidade encheu-se de graça e de comediantes com um sentido de humor bastante afinado.

Durante quatro dias, a comédia instaurou-se em Santa Maria da Feira para aquecer tudo e todos para o espetáculo de Salvador Martinha que fechou o último dia do Ri – Festival Nacional de Comédia.

Com o Cineteatro António Lamoso praticamente esgotado, este sábado, dia 5, Joel Ricardo Santos ficou encarregue de fazer as honras da casa e durante largos minutos deliciou o público com o seu “mistério da fé”. Uma atuação de partir literalmente o côco a rir do início ao fim e foi, quiçá, o melhor espetáculo da noite. Espontâneo, natural, sem grandes floreados e sem necessidades de apoios para puxar pela piada. Rir de livre vontade até mais não, foi o que ele conseguiu.

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Seguiu-se Pedro Neves que, já de si com pronuncia e uma voz um pouco fora de comum, analisou a música e artistas internacionais, comparando-os ao dito pimba nacional. Tal como Joel tinha feito, apoiou-se na guitarra acústica para dar um ritmo diferente à coisa e ainda pôr o público todo a cantar e a chegar ao fim a pensar que estávamos algures num aviário cheios de perus pelos sons que nos pedia para fazer. Teve piada sim senhor, deu algumas tacadas, tem talento mas o humorista de São João da Madeira, não conseguiu estar à altura do primeiro a atuar esta noite mas desafiou o presidente da Câmara Municipal a participar na edição de 2017.

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Carlos Moura, o terceiro artista da noite, conseguiu animar mais um pouco o público do que o anterior. Sempre a interagir com o público e com uma pontaria para acertar em pessoas que realmente colaboraram nas suas piadas, acabou a noite a proclamar-se deficiente visual. Isto porque precisa de óculos ou lentes de contacto para conseguir ver um palmo à frente. Um sketch de improviso mas bem pensado e conduzido.

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A noite de sábado terminou com o tipo anti-herói de Salvador Martinha. Se teve piada? Teve, alguma. Na verdade, foi a atuação que menos colocou todos a rir, acabando por ter que puxar muito pela piada. Todo um misticismo em volta de questões existenciais, num improviso que se calhar não foi conduzido da melhor forma.

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Ao fim de cerca de duas horas o espetáculo terminou mas não sem antes os “artistas da comédia” levarem consigo uma caricatura individual feita por Ricardo Campus. 2017, estamos à tua espera para mais dias a rir.


Texto + Fotografias: Mónica Ferreira

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