João Barradas é o convidado da Orquestra Jazz de Matosinhos para o sétimo concerto do ciclo dedicado aos Novos Talentos do Jazz, dia 4 de novembro, no Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery.

O acordeonista e compositor João Barradas é considerado uma das maiores revelações do jazz nacional dos últimos anos. Vencedor de alguns dos mais prestigiados concursos internacionais, dos quais se destacam o Troféu Mundial de Acordeão, que vence por duas vezes, o Coupe Mondale de Acordeão, o Concurso Internacional de Castelfidardo e o Okud Istra International Competition, João Barradas é uma das figuras de maior destaque no acordeão Jazz.

Da sua discografia fazem parte gravações para a editora nova-iorquina Inner Circle Music e colaborações com músicos de renome como Greg Osby, Gil Goldstein, Fabrizio Cassol, Mark Colenburg, Jacob Sacks, Rufus Reid, Federico Malaman, Philip Harper, Bobby Sanabria, Tommy Campbell, Sérgio Carolino, Pedro Carneiro, entre muitos outros.

A estreia em nome próprio, ao lado de André Fernandes (Guitarra), João Paulo Esteves da Silva (Piano), André Rosinha (Contrabaixo) e Bruno Pedroso (Bateria), aconteceu em 2016 com “Directions”, editado pela Inner Circle Music. Um álbum com produção de Greg Osby que conta com as participações de Gil Goldstein e Sara Serpa.

Natural do Porto, João Barradas começou a estudar acórdeão com apenas seis anos, numa pequena escola de música em Samora Correia. Aos sete ingressou no Instituto de Música Vitorino Matono, em Lisboa, e com nove anos entrou directamente no 2º grau do Curso Oficial de Acordeão do Conservatório Nacional, formação que terminou com a nota máxima de 20 valores.

A improvisação chega-lhe pela audição de acordeonistas históricos do Jazz como Gil Goldstein, Art Van Damme, Tommy Gumina e Johnny Meijer. Com 10 anos recebeu as primeiras noções de improvisação através do acordeonista João Frade. A sua extrema curiosidade leva-o a estudar com os maiores nomes do Jazz português, como João Paulo Esteves da Silva, Afonso Pais, Filipe Melo, Pedro Madaleno, Paula Sousa, Nelson Cascais, André Sousa Machado, Bernardo Moreira, Bruno Santos, entre outros.

No plano internacional frequentou vários workshops e masterclasses, conheceu e trabalhou com Mark Turner, Avishai Cohen, Jim Black, Eric Harland, Nir Felder, Carlos Bica, Miguel Zenón, Robin Eubanks, Matt Penman, Stefan Harris e Frank Mobus.

João Barradas é hoje um dos músicos mais activos na música contemporânea para acordeão tendo trabalhado com os compositores: Pedro Carneiro, Nuno da Rocha, Dimitris Andrikopoulos, Vitorino Matono, Jarmo Sermila, Edgar Saramago, Tuomas Turriago, Joaquim Raposo, Etiene Crausaz, Filipe Melo, André Santos, Jon Hansen, Carlos Azevedo, Carlos Caires e Eugénio Amorim.

Recorde-se que o ciclo Novos Talentos, cuja missão é revelar alguns dos melhores solistas da nova geração do jazz português, começou em 2014 e o instrumento eleito foi a voz. Sofia Ribeiro foi a primeira cantora convidada, a que se seguiu, em 2015, Rita Maria. No final desse ano ainda houve tempo para o saxofone de Ricardo Toscano, e 2016 começou com João Mortágua. Com Mané Fernandes as atenções viraram-se para a guitarra, no final do ano passado, e 2017 começou ao piano, com Gonçalo Moreira. Chegou agora a vez do acórdão com João Barradas.

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