O segundo dia do NOS Primavera Sound foi dominado por J Balvin. Depois de muitas contestações aquando da sua adição ao cartaz, deixou todos rendidos.

Quem passou as portas do segundo dia do festival sem qualquer expectativa do concerto de J Balvin, é quase certo afirmar que depois da primeira música, o artista colombiano tinha conquistado os mais céticos. Talvez seja a língua espanhola ou culpemos antes a atmosfera latina que se criou a partir do momento que Balvin pisou o palco NOS. A verdade é que, toda a multidão que se formou em frente ao palco, dançou do início ao fim do espetáculo.

Quando dávamos por nós já não sabíamos se gostávamos pela letra das canções, se dançávamos por causa do frio que se fazia sentir. Será que levantávamos os braço porque havia cogumelos psicadélicos a dançar em palco ou porque afinal, começávamos a encarar a realidade: J Balvin tornara-se no nosso guilty pleasure?

J Balvin
Fotografia: Bruno Ferreira | Palco das Artes
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Numa viagem pelos êxitos do músico, ouvimos os duetos com  a cantora Anitta – ‘Machika’- e Rosalía – ‘Con Altura’. Visto que Rosalía irá pisar o palco no último dia do festival, eram então muitos aqueles que esperavam que a cantora aparecesse hoje. Mas não, ficámos só com a voz dela.

Ainda assim, o frio deixou de se sentir quando se fez ouvir ‘X’, uma das canções que mais sucesso teve o verão passado. Sempre muito falador e também ele surpreendido pela receção calorosa do público, desceu várias vezes do palco para cumprimentar quem estava na primeira fila.

‘Dowtown’ – um outro tema originalmente cantado ao lado da artista brasileira Anitta – contou com uma bailarina a fazer uma lap dance ao músico.  Num concerto já por si eufórico, não foi este o momento mais quente da noite.

Se quem lá estava achava que já tinha dançado tudo, enganou-se. Isto porque quando se começaram a ouvir os primeiros acordes de ‘I Like It’, o público começou a delirar. Este é um tema que J Balvin canta lado a lado com a norte-americana Cardi B.

Quem era fã, é certo que delirou com este concerto e quem não o era, depressa se tornou. Quem diria que seria J Balvin a criar uma enchente de gente em frente ao palco principal.


Texto: Rita Pereira
Fotografia: Bruno Ferreira