A Casa da Música encheu-se este domingo de miúdos e graúdos para assistirem ao espetáculo que junta Capicua e Pedro Geraldes num projeto dedicado aos mais pequenos: “Mão Verde”.

O espetáculo estava marcado para as 17h mas, cerca de uma hora antes, as imediações da Casa da Música, no Porto, estavam já cheias de famílias que optaram por passar uma matiné diferente com os seus mais pequenos.

Chegados à Sala 2 da Casa da Música, os pais deparam-se com cenário a rigor para este dia mas sem cadeiras. Problemas? Nenhuns, o chão serviu muito bem e tornou este concerto em algo intimista. Do nada estávamos na nossa sala de estar, com os nossos miúdos, a brincar e a ouvir boa música. O que podia ser melhor? Tê-los ali ao vivo só para nós.

Capicua, Pedro Geraldes, Francisca Cortesão e António Serginho subiram ao palco acompanhados de aplausos e, antes mesmo de se dar início ao concerto, a rapper portuguesa faz-nos uma pequena apresentação de “Mão Verde”, um projeto que, ao contrário do que se pensa, é para miúdos e graúdos mas é claro que as atenções estão mais direcionadas para as crianças.

O espetáculo arrancou com “Dois Bigos” e o mais impressionante é que a criançada toda sabia a canção de cor. Aliás, à medida que o concerto foi avançando, com a Capicua a interagir com tudo e todos de forma bastante carinhosa e afetuosa, estava mais do que claro que a maioria daqueles pais havia presenteado as suas crias com o audio-livro.

Em “Come & Bebe”, a artista nortenha pede para que todos se levantem e para que dancem com ela. Desengane-se quem pensa que o bailarico ficou apenas para as crianças. Isso mesmo, todos soltaram a verdadeira criança que tem dentro de si e dançaram ao som deste tema.

Para o encore, para o qual pediu para se saltar a parte tradicional onde os artistas saem de palco e retornam passados alguns momentos, tivemos “Vayorken” e “Terra” que teve direito a uma plateia inteira a abanar os braços, a gingar ao som do rap de Capicua.

Um espetáculo que se valeu não só pelas sonoridades agradáveis mas pelo ambiente que criou. Por momentos, a infelicidade, as preocupações deixaram de existir e tudo e todos estavam focados nos seus e o melhor, foi mesmo ver o brilho nos olhos de cada uma daquelas pessoas.

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Texto: Mónica Ferreira

Fotografias: Bruno Ferreira

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