Depois da sua estreia no Porto, “Lulu”, uma produção própria do Teatro Nacional São João (TNSJ) ruma até ao Festival de Almada.

“Lulu” estreou-se neste mês de junho no Teatro Carlos Alberto no Porto. Agora, parte então para o Festival de Almada onde vai estar em cena a 5 e 6 de julho.

A peça, fala de uma mulher livre numa sociedade capitalista numa crítica ao patriarcado. A nova encenação de Nuno M. Cardoso parte dos textos de Frank Wedekind. A par disso, recupera cinco dos sete atos de “Espírito da Terra” e “A Caixa de Pandora”. Estes são então textos que ficaram conhecidos por “Tragédias da Lulu” e nunca foram antes apresentados em Portugal.

O então poder destrutivo do capitalismo, as contradições da identidade, a liberdade da mulher ou a impotência da criação do homem são alguns dos temas que vão “habitando” “Lulu”.

Ainda que muitos tenham visto esta personagem como uma femme fatale, Nuno M Cardoso retira-lhe o fascínio. Isto para a aproximar de um ser que “está à nossa volta, todos os dias”, como um grito de libertação.

Na versão dramatúrgica agora apresentada, e “porque cada olhar é redutor”, o encenador coloca em cena três “Lulus”: Vera Kolodzig, Catarina Gomes e Sara Garcia. Então, elas interpretam esta mulher em fases diferentes da vida em três cidades europeias: Berlim do luxo; Paris da “demência”; e Londres da decadência.

“Lulu” tem cenário e figurinos de Nuno Carinhas (diretor artístico do TNSJ). A tradução dos textos foi da responsabilidade de Aires Graça, sendo que estes vão agora ser reeditados em livro, numa edição TNSJ/Húmus.

O espetáculo é para maiores de 16 anos e pode ser visto na sala principal do Teatro Joaquim Benite: a 5 de julho, às 21h30; e, no dia seguinte, às 19h. O preço dos bilhetes é de 15€.

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