Lorde voltou a pisar os palcos portugueses, desta vez no primeiro dia do festival NOS Primavera Sound. Um concerto que aqueceu rapidamente uma noite de junho através de uma enorme sensibilidade genuína.

A energia arrebatadora de Lorde fez-se sentir de imediato assim que pisou o palco. Uma figura preenchida por lantejoulas em tons de rosa e roxo e os caracóis castanhos que saltitavam coordenados com os pés. A neozelandesa acabara de pisar o palco NOS com o tema “Sober”.

Tal como aconteceu em Barcelona, ao longo do concerto Lorde criou uma atmosfera bastante íntima com sua genuinidade e preocupação em criar uma relação próxima com a plateia. Queria que fosse além das letras das suas canções, ao cantar temas como “Tennis Court” e “The Louvre”.

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Sentada na berma do palco, cantou então “Liability” tema que, em conversa com o público, confessou ter escrito numa fase em que se sentia sozinha. Contudo,  a própria letra da canção descreve melhor esse período da vida da artista. “I can really feel the things you tried to say to me a long time ago. I wrote this song when I was very lonely and when everyone left” confessou Lorde, voltando a aproximar-se do público que retribuiu sempre o carinho. Depois, seguiu-se “Sober II”.

O alinhamento do concerto contou também com temas de álbuns anteriores. “Buzzcut Season” e “Ribs”de Pure Heroine (2013) não faltaram à festa. Lorde interpretou ainda “Magnets”, tema dos Disclosure.

O concerto estava inserido na digressão de apresentação de “Melodrama”.

Sobre um cenário também ele constituído por drama, caracterizado ora pela cantora ora pelos bailarinos, Lorde mostrou estar feliz pelo seu regresso a Portugal. “I don’t have a welcome like this a long time ago. There is something special about Porto”, comentou.

A noite ainda ia a meio e começava a aproximar-se o fim do concerto. Lorde despede-se do palco à beira mar com “Supercut” e “Perfect Places”. Esquecido não ficou “Royals”, um dos seus primeiros sucessos. Apesar de ter sido guardado para o fim, pôs o relvado a vibrar com os passos de dança da multidão.


Texto: Rita Pereira
Fotografia: Bruno Ferreira

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