O Coliseu do Porto recebeu os HMB num concerto para celebrar dez anos de carreira, num espetáculo intitulado “A Primeira Década”. Uma data memorável que obrigou que dela fizessem parte grandes êxitos da banda, fazendo da noite de ontem uma festa que quase pareceu não ter fim.

Os tempos são de festa e os HMB gostam de festejar em grande. Se festejar em casa é coisa para meninos, levar a festa até ao Coliseu do Porto é só mesmo para quem pode. A banda celebra 10 anos de carreira e a festa tinha haver pela noite dentro, pelo menos quase duas horas e meia de concerto houve.

De cortina ainda por levantar, Heber Marques (vocalista), sozinho em palco, deu início às celebrações. Ao fundo, em letras bem grandes fazia-se ler HMB, que mostraram que estavam mais do que presentes com “Vai ou Racha” e “Dia Memorável”, temas que fizeram com que os primeiros braços se levantassem. Seguiu-se “Não Me Leves a Mal”, tema que pertence ao último álbum da banda “Mais”, lançado no início deste ano.

A banda de soul e R&B fez daquela que é a sala mais emblemática da cidade um gigante palco de dança. Foram temas como “Dia D” e “Feeling” que fizeram com que o ritmo que se fazia sentir no palco depressa passasse para o público.

O grupo relembrou o quanto gosta de estar na cidade do Porto e, se há uns anos apenas vinham para comer uma francesinha, é bom ver o que 10 anos fizeram mudar, “Porto é família e isto não é só para ficar bonito, é um sentimento real para a banda”, comentou o vocalista.

A noite de ontem não foi só dança, temas como “Talvez” e “Tanto Me Faz” fizeram com que um manto caloroso de luz se criasse na plateia, poucos eram aqueles que não tinham o telemóvel no ar. O teto do Coliseu tornou-se estrelado com “Essa Saudade”, num jogo de luzes que embalou a multidão.

No papel de anfitriões, os HMB convidaram Miguel Araújo para os acompanhar em palco com “Tudo Muda”, surpreendendo o público com um espetáculo brilhante de guitarras. Lado a lado, desta vez com os Expensive Soul, interpretaram de forma intercalada “O Amor é Assim” com “Amor é Mágico” (tema que pertence à banda convidada), acordando aqueles que começavam a dar tréguas ao cansaço.

A noite já ia longa quando se anunciou o fim da festa. Esta termina com “Naptel Xulima”, provando que a acidez do limão só ajudou a tornar aquela sexta numa noite muito doce. Afinal, celebrou-se uma década de HMB, uma data memorável e que exigia, obrigatoriamente, uma festa do tamanho que a de ontem foi.

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Texto: Rita Pereira
Fotografias: Bruno Ferreira