Frankie Chavez passou esta sexta-feira, dia 20 de outubro, pelo Hard Club no Porto com o seu novo disco, “Double or Nothing” no bolso.

Faltavam poucos minutos para o concerto começar e a sala estava vazia. Muitos estavam admirados, outros sabiam que não tardava ia haver uma enchente – e foi isso mesmo que aconteceu. Afinal de contas, quem é que ia perder o concerto de Frankie Chavez?

Com um ligeiro atraso, Frankie Chavez subiu ao palco da Sala 2 do Hard Club acompanhado da sua banda e o espetáculo arrancou com “Sliding Donnie”. Se as pessoas estavam dispersas pela sala, aos primeiros acordes deste tema, apressaram-se a ocupar as suas posições ali mesmo juntinho ao palco.

Frankie Chavez estava no seu mundo, no seu universo. De olhos fechados foi-nos debitando acordes atrás de acordes e nós fomo-nos deixando levar pela sua sonoridade. Um jogo de luzes, um contra-luz que de quando em quando evidenciava os instrumentos, a compenetração daqueles quatro músicos em palco naquilo que estavam ali a produzir, que nos estavam a dar de bandeja.

Depois de um “Boa noite” ouviu-se “Save” e aqui percebe-se bem a má acústica da sala. Infelizmente as condições não são as melhores, tenta transformar os verdadeiros artistas em bandas de garagem mas, muitas vezes, sem sucesso – como foi o caso.

Sam Alone foi o primeiro convidado a subir ao palco para juntos interpretarem o primeiro single de “Double or Nothing”, “Religion”. Produzida por Benjamin, foi este o momento em que o público se deixou inteirar por completo e até havia um ou outro que murmurava este tema ao mesmo tempo que gingava o corpo.

O público vibrou igualmente quando foi anunciado um outro convidado desta noite, um “senhor do norte”, como apelidou Frankie: Peixe, dos extintos Ornatos Violeta. Juntos interpretaram “Pine Trees”, um tema que não pertence a este novo trabalho mas foi o ponto de partida para uma “cena fixe” – o que levou todo o público a gargalhar com a analogia e também “Strong Enough to Pray”.

Depois de mais meia dúzia de canções, estava na altura por dar encerrado o espetáculo. Contudo faltava o enconre  que nos deu “Good Intentions”, “Long Gone”, “Fight” e Frankie Chavez despediu-se de nós com “Voodoo Mama”.

Sexta-feira passou um belíssimo serão na companhia de Frankie Chavez, a sua banda e convidados e com “Double or Nothing”. A conclusão é simples, queremos o “double”.

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Texto: Mónica Ferreira
Fotografias: Bruno Ferreira

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