Esta sexta-feira, dia 03, Gobi Bear interpreta músicas do seu mais recente trabalho e, dia 17, é a vez dos Toulouse apresentarem o primeiro álbum no Café Concerto do CCVF.

Gobi Bear chega ao Café Concerto do CCVF com um novo trabalho, depois de um período de hibernação. Diogo Alves Pinto é o vimaranense que se esconde por detrás do Urso. Depois de seis discos lançados entre 2011 e 2014, o Urso hibernou. Acorda, agora, com cinco temas novos que anunciam o esperado segundo longa duração, que chega em 2017. Estas cinco músicas representam o seu primeiro disco homónimo. A sua cara. E fazem-no tão bem. Ouve-se a escrita madura, a guitarra bucólica, a voz meiga e os arranjos íntimos que refletem a experiência deste músico de 25 anos. Quando nos entregamos ao som de Gobi Bear desligamos do mundo e partimos para as paisagens recônditas que ele nos pinta enquanto canta. É delicioso e, ao vivo, o Urso camufla-se na sua arte e deixa o público em viagem, de olhos fechados, pelos labirintos mágicos das suas canções.

No dia 17 de março, o Café Concerto do CCVF acolhe uma nova atuação, desta vez com os Toulouse como protagonistas, que aqui apresentam o seu mais recente álbum, “Yuhng”. Lançado no final de 2016, “Yuhng” é um statement: mais do que o desabrochar óbvio da banda, é a prova do talento inato para a pop que começa na melodia e acaba no coração. Os Toulouse sempre tiveram queda para a pintura, para a viagem e para o etéreo — nesta amálgama, existem entre a canção pop, doce, e as cores vivas dos efeitos de imbuir guitarra em açúcar.

O quarteto de Guimarães editou a cassete de estreia, “Juice”, em 2015, preparando terreno para a seleção dos pantones com que iriam colorir os próximos passos, dos quais desabrocha o primeiro álbum “Yuhng”, um registo sonhador, enérgico, com um travo naïve. Será difícil o coração oferecer resistência ao que os ouvidos tão simplesmente abraçam: melodias encantatórias, e um esgar de quem não vive neste mundo. Entre o gingar indie e as guitarras dobradas e retransformadas em modulações suaves, o sucessor de “Juice” agarra com refrões uma imaginação que se tinge de paisagens sublimes, sonhadoras e com um brilho comovente.

Recordamos que, no âmbito deste ciclo de concertos, o CCVF acolherá, num futuro próximo, os concertos de Lince (8 de abril), El Rupe (28 abril), Paraguaii (5 de maio) e Hot Air Balloon (19 maio), trazendo a palco uma série de músicos da região que se destacam no cenário musical nacional.

Os concertos têm início à meia-noite e são precedidos, às 19h00, por conversas informais com os artistas, com moderação do jornalista Samuel Silva.

Os bilhetes para cada um dos concertos têm o custo de 3,00 euros e encontram-se disponíveis nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor e da Plataforma das Artes e da Criatividade, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt. A participação nas conversas informais que precedem os concertos é livre.