Os Ghost regressam a Portugal para um concerto único em Lisboa. Papa Emeritus III e os seus acólitos vão celebrar uma “missa negra” a 15 de abril no MEO Arena.

Enquanto lá fora, pelo país, se ultimam todos os preparativos para a principal celebração do ano cristão, na Sala Tejo, em Lisboa, os GHOST vão inverter o paradigma litúrgico, numa atuação que promete ficar cravada – a ferro e fogo – na memória da horda de devotos que, em de novembro de 2015, esgotaram totalmente a lotação do Hard Club e do Paradise Garage, no Porto e em Lisboa, respetivamente.

Outra coisa não seria de esperar, de resto. Apresentados ao mundo como “um ministério de adoração ao Diabo, que – de forma a difundir um evangelho profano – decidiu usar o rock para atingir os seus objetivos”, a banda é, sem dúvida, uma das propostas mais entusiasmantes surgidos no universo da música pesada moderna no Séc. XXI. Seja em estúdio ou ao vivo, onde brilham como ninguém, ao longo dos últimos seis anos os músicos anónimos têm mostrado exatamente como deixar a sua marca ao combinarem de forma cuidadosamente coreografada uma forte componente teatral com a força contagiante de canções que, ao primeiro impacto, ficam coladas ao ouvido.

O resultado desta misteriosa alquimia transforma-se numa experiência memorável, que merece ser testemunhada ao vivo e a cores – preferencialmente de negro.

Vencedores de um Grammy e a vender o chifrudo às massas desde 2010, não deixa de ser curioso que uma banda com uma mensagem como a dos GHOST tenha conseguido ganhar uma expressão tão significativa junto de um público mais mainstream. Sobretudo quando o modus operandi que adotam parece evitar a todo o custo as armadilhas do mundo virtual em que vivemos hoje. Isto porque são um projeto anónimo a mover-se sorrateiramente numa sociedade obcecada pelas celebridades e cega pelas redes sociais, mas num curto espaço de tempo conseguiram atingir níveis de sucesso com que a maioria dos grupos de rock/metal só pode sonhar e, mantendo-se firmemente envoltos numa nuvem de mistério, cultivaram a excelsa personalidade de subversão e simbolismo que os destaca de toda a competição.

Engana-se, no entanto, quem pensar que o sucesso da banda de Linköping se deve única e exclusivamente a um elaborado plano de promoção estratégica e muitíssimo inteligente do fascínio pela intriga e curiosidade que os seis músicos cultivam – e, surpreendentemente, conseguem manter – desde que, há quase uma década, emergiram como uma mancha negra das profundezas.

Entretanto andaram pelo mundo a tocar para plateias totalmente rendidas, ao lado de bandas como os Metallica e Iron Maiden, estabelecendo-se como um verdadeiro bastião de entretenimento e como sinónimo de uma noite bem passada. Já em 2016, o misterioso sexteto sueco editou o muito aplaudido EP «Popestar», que serve agora de mote ao seu regresso ao nosso país.

Os bilhetes para o concerto custam 25€, à venda a partir do dia 29 de novembro. O espetáculo tem início marcado para as 21h e as portas da Sala Tejo do MEO Arena abrem uma hora antes.

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