Flávio Rodrigues vai estrear-se no Teatro Carlos Alberto, no Porto, como a peça “Magma – No Limite da Selvajaria”. O espetáculo estará em cena de 15 a 17 de fevereiro.

Flávio Rodrigues tem vindo a construir uma obra que interroga as fronteiras de corpo, identidade e género.

Magma – No Limite da Selvajaria” estreia-se de forma absoluta no palco do Teatro Carlos Alberto (TeCA). Esta é, também, a primeira presença de Flávio na programação do Teatro Nacional São João (TNSJ).

O espetáculo assume-se como um solo que explora um imaginário.  A violência e o poder colapsam na solidão e no silêncio. Criador e único intérprete de “Magma”, Flávio convida o público a assistir a uma guerra niilista que trava consigo próprio.

Coerente com a obra que tem vindo a construir desde 2006, o espetáculo constrói-se a partir da ausência. Os objetos sonoros, cénicos e coreográficos se tornam presentes nas analogias, interferências e conexões estabelecidas entre si.

“Magma” reveste-se de uma narrativa poética, levando, ao palco do TeCA, um ato revolucionário que transporta em si os medos e os paradoxos da existência.

“Bem-vindos à guerra niilista”, incita o artista, afirmando que “é uma guerra sem guerra, a sós”.

No palco, que Flávio considera um “campo representativo da falência da utopia”, o artista autodenomina-se como “o último filho do sonho e da esperança. É a figura que sucede ao big brother, o punk como cultura e a anarquia como ideologia”. Em “Magma”, assiste-se a uma caminhada solitária carregada de memórias, metáforas, medo, silêncio, dor, coragem, amor, desistência e resistência.

Depois de se estrear no TeCA, a peça ruma até ao Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, no dia 20 de fevereiro.

O espetáculo pode ser visto na quinta e sexta-feira, às 21h, e no sábado, às 19h. O preço dos bilhetes é de 10€.

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