Texto e Fotografias: Nuno Machado

Foi no Coliseu do Porto que, dia 29 de setembro, teve lugar o Fest Fwd, organizado pela AGEAS, para premiar os Novos Talentos nas áreas da Saúde, Bem Estar e Qualidade de Vida. Ao palco do Coliseu subiram LODO e WACK, Jimmy P e Diabo na Cruz.

A festa estava anunciada e o Coliseu do Porto contava com lotação esgotada. Durante o dia de anterior, dia 28, o facebook do evento era inundado com perguntas acerca da disponibilidade, no próprio dia, de bilhetes. A resposta era sempre a mesma: “Lotação Esgotada”. Os ingressos não tinham preço (entrada gratuita), mas cada interessado teria de se deslocar ao Coliseu do Porto, com a devida antecedência, para levantar no máximo duas entradas.

Ao início do espetáculo musical, com a subida do LODO ao palco, o recinto estava a cerca de 25% da sua lotação. Seria talvez esperado que o número viesse a aumentar com a subida dos nomes mais sonantes ao palco. Jimmy P costuma ter um conjunto fiel de fãs que tem por hábito acompanhá-lo, e os Diabo na Cruz faziam o resto do trabalho.

Os LODO, provenientes de Tomar, marcaram presença com a lição bem estudada. A inexperiência nos grandes palcos não os intimidou. Trouxeram-nos uma sonoridade limpa com um rock bem definido. Assentando numa setlist curta, necessária para a ocasião, apresentaram um repertório repleto de músicas instrumentais. Com um ou outro apontamento de voz, foram aguçando a curiosidade (a todos que, como eu, desconheciam a banda) acerca da qualidade vocal e à mensagem que as letras das suas músicas nos trariam. Tal não aconteceu… Ao que parece fazem mesmo apenas música instrumental, mas ainda assim captaram a atenção do (pouco) público que assistia.

Lodo

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Depois de um pequeno intervalo que serviu essencialmente para mudar os instrumentos das bandas, foi a vez dos WACK. Vieram de Lisboa para dizer que gostam do Porto. Reconheceram em palco a grandiosidade da sala e assumiram-se como “os responsáveis por aquecer o público para Jimmy P”. Com um estilo musical mais aproximado a este último, o seu Hip Hop era rapidamente transportado para fora do palco. A plateia tinha adeptos para todos os gostos musicais, mas que estiveram sempre presentes e atentos. Os seguranças, esses profissionais que zelaram pelo bom funcionamento do evento, batiam com o pé no chão ao som dos WACK. Rapidamente se percebeu que a noite estava a aquecer…

Wack

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Chegado o primeiro grande momento da noite, a sala não enchia. Por vezes a vontade de ter casa cheia funciona totalmente ao contrário. Talvez por ser entrada gratuita, o público aderiu à iniciativa adiando a decisão de presença para o último instante. Era dececionante ver o Coliseu do Porto com a sala a cerca de 30% da sua capacidade. A encher, teria de ser agora… Jimmy P entrava em palco.

Para quem o conhece, Jimmy P esteve ao seu melhor nível. Com a legião de fãs incondicionais, foi levando a sua música ao coração dos presentes. Grato pela oportunidade de, (segundo ele) num momento algo prematuro da sua carreira musical, poder estar a tocar na sala mais emblemática da sua cidade, viu-se obrigado a interromper “Amigos e Amantes” para que o público cantasse a música à moda do Porto. Para quem não percebe, os palavrões fazem parte do nosso vocabulário e, por conseguinte, a frase “F***-se és indecente” tinha de ser audível em cima do palco. “Tu não estás a ver” teve a participação especial de, nem mais nem menos que, o CEO da AGEAS Bélgica que fez questão de participar ativamente na festa. Jimmy cantou e encantou. O homem estava em casa, … e de peito cheio. Eram poucos, mas bons (segundo ele). O Coliseu, naquela que era a sua estreia, não deixou de aplaudir todos quantos o acompanham na estrada. O mérito é próprio, mas partilha-o sempre com a sua “família”.

Se a sala estava pouco composta para o evento, pior ficou com o final da atuação do Jimmy P. Com o anúncio da sua disponibilidade (já habitual) para confraternizar com os fãs, um legado de presentes passou a figurar na fila para estar com o seu ídolo.

Jimmy P

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Os cabeças de cartaz entram finalmente em palco. Depois de uma noite agradável, embora se sinta a deceção da pouca afluência, a sonoridade dos Diabo na Cruz tinha de salvar a noite. Jimmy P era um caso à parte, .. é sempre. Toca para todos, mas tem sempre garantias de público fiel.

O dia era do Rock Popular! Demoraram “duzentas mil horas” a entrar em palco, mas finalmente fez-se luz. A fasquia estava alta e não podiam falhar. De mansinho vão ocupando as suas posições no palco para, logo a seguir, iniciarem uma explosão que durou até ao fim. Sempre contagiantes, ora pelas letras que lhes são características, ora pela própria presença em palco, puxaram os galões dos instrumentos tradicionais portugueses para reforçarem o impacto de cada música. Incansáveis, tocaram o que lhes apeteceu… Vida de Estrada, Dona Ligeirinha, Moça Esquiva tiveram a forte colaboração do público.

Talvez por terem anunciado ser este o último espetáculo de uma digressão que dura já há 3 anos, deixaram em palco o suor de um grande final. Retiram-se para “começar de novo” (palavras de Jorge Cruz), deixando tantos quantos presenciaram este espetáculo com curiosidade para ver o que aí vem. Era a vitória do Rock Popular e o público festejava com o tradicional “comboínho”… Estranho para quem lê, mas fascinante para quem esteve lá e assistiu. Era a música do povo reinventada! O Diabo estava na Cruz, mas também encarnado em cada elemento da banda. Foram grandes! … não, enormes! …não, GIGANTES!

Diabo na Cruz

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Uma noite que terminou da melhor forma. Tivesse tido lotação esgotada conforme foi anunciado e acredito que ainda hoje estaríamos lá a curtir…

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