Diogo Piçarra convidou os fãs para três espetáculos que celebram o primeiro aniversário de “Espelho”, o seu disco de estreia, em Lisboa, Braga e Porto. A Casa da Música, no Porto, foi o palco da festa de encerramento desta comemoração.

Com a Sala Suggia da Casa da Música completamente lotada, e de uma pontualidade irrepreensível, os músicos entram em palco e os fãs ficam logo numa euforia a chamar pelo cantor. Assim que Diogo Piçarra pisou o palco, o público – na sua maioria do sexo feminino – entrou em delírio e começou aos gritos.

Estava na hora de dar início a esta celebração. Diogo Piçarra começou a viagem pelos temas que marcaram este sucesso que é o “Espelho” com “Breve“. Seguiu-se “Sopro” e as primeiras filas abandonaram as cadeiras e começaram a deixar-se levar.

“Eu sei que nunca vos vou esquecer e vocês também não”, estava dado o mote para a canção que se seguia: “Não te Vou Esquecer“. Neste tema o público acompanhou Diogo, que cantava e tocava tambor, com palmas e num coro fantástico bastante afinadinho.

É claro que foi também um dos momentos mais propícios a que um ou outro casalinho não resistisse e trocassem uns carinhos, ainda que envergonhados, e segredassem ao ouvido uns dos outros.

Agora o cantor português presenteou-nos com um tema novo: “Crescente“. Esta foi a primeira vez que fora cantado no Porto e neste momento o público ergueu umas folhas A4 onde se podia ler “Obrigado por tudo”. Quase a chegar ao final desta canção, Diogo pede para que todos levantem os telemóveis com a luz ligada. Wow! Ficou de dia!

Diogo Piçarra-19

Depois deste belo início de noite, eis que é chamado ao palco o primeiro convidado da noite: Real Punch, para cantar ao lado de Diogo o tema “Falso Espelho“. O rap do português aliado à voz doce e meiga de Diogo é uma mistura um tanto ou quanto explosiva. Seguiu-se um pequeno trecho de “Mas que nada“, um tema de 1963 de Jorge Ben, e o cantor pede para que todos se levantem. Obedientes como são, foi quase como que uma desculpa para os mais acanhados deixarem a vergonha de lado e curtirem a noite!

“Vamos acalmar a noite”, Diogo achou que era a altura ideal para acalmar os batimentos cardíacos mas não os corações. No alinhamento seguiu-se “Margem” e “Hello“, de Adele.

Antes de prosseguir com esta viagem, Diogo Piçarra confessa-nos que não estava à espera que “Espelho” alcançasse Disco de Ouro e agradece a todos: “Sem vocês isto não era possível”. Num outro concerto, um casal de Aveiro que segue o seu trabalho, ofereceu-lhe bilhetes para o espetáculo da sua banda favorita, os Kodaline, e agora era a vez de ele retribuir. Diogo Piçarra ofereceu a estadia desta noite no Porto ao casal e disse que “o que importa é que seja tudo verdadeiro”. Foi uma forma bonita de anunciar o tema que se seguia: “Verdadeiro“.

Continuou-se a festa com uma versão de “Sorry” de Justin Bieber, “Não me Perco” e eis que os ânimos tornam a aclamar ao som de “Por Quem Não Esqueci“, um dos mais afamados temas dos Sétima Legião, brilhantemente interpretado por Diogo Piçarra.

Longe“, que não costuma incluir no alinhamento mas que é uma das suas canções favoritas, antecedeu “Perfeito“, que define todos os momentos até então, seguido de um bom “Café Curto“.

Diogo Piçarra-1

Para encerrar a primeira parte do concerto, fomos bombardeados com um momento de loopstation, onde Diogo Piçarra recreou “Fala-me de Amor” (Santos e Pecadores), “Tudo o Que Eu te Dou” (Pedro Abrunhosa) e “Dizer Que Não” (Dengaz) e depois deixou o palco despedindo-se dos fãs com um beijo.

Como já é habitual em todos os bons concertos, o público não queria que terminasse. Não já, não agora e começa tudo aos gritos e a chamar pelo cantor. E ele voltou. “O público do norte é do carago” disse-nos e escusado será dizer que os gritos e os aplausos aumentaram consideravelmente e numa só voz a Casa da Música começou “e salta Diogo olé olé”, e ele saltou, ele fez tudo o que público pediu e não pediu.

Só ele a guitarra no palco, fala-nos de uma senhora que conheceu através da internet e disse “tenho que cantar com esta senhora” e cantou. Isaura era a última convidada da noite para um final de noite cinco estrelas. Numa cumplicidade exímia, sem falhar, sem nada, Diogo e Isaura brilharam com “Meu é Teu“. Foi um dos momentos mais inesquecíveis desta noite, ou não tivesse merecido grande ovação de pé.

Seguiu-se “Volta“, um tema que mexeu com os corações mais frágeis que não conseguiram esconder e conter uma ou outra lágrima que estava até então aprisionada, e para terminar em grande, “Tu e Eu“, o primeiro single extraído do álbum “Espelho”.

Assim que as luzes da Sala Suggia se acenderam, as portas se abriram, o público, de sorriso de orelha a orelha, com olhares emocionados, foi saindo. Uns nas calmas, outros num passo extremamente apressado para serem os primeiros da fila dos autógrafos.

Diogo Piçarra cantou e encantou, ele mexeu com os corações, com os pensamentos, com as emoções. Foi um concerto forte que explica o sucesso de “Espelho” e que nos faz querer e esperar por mais.

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Fotografias: Bruno Ferreira

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