David Fonseca passou pelo Coliseu do Porto esta sexta-feira (16) para comemorar duas décadas de carreira junto do público do norte.

Ainda faltavam largos minutos para o início do espetáculo e já se amontoava à porta do Coliseu do Porto uma enchente de gente. Porquê? Porque David Fonseca ia passar pela sala mítica da cidade Invicta com um punhado de grandes sucessos.

As pessoas chegaram cedo ao Coliseu para garantirem um “lugar ao sol”, que é como quem diz um “spot” mesmo ali nas primeiras filas. Afim de entreter e de já aquecer o público, o concerto abriu com duas figuras engraçadas: cães dançantes. Ou seja, duas pessoas vestiram-se de cão e deram o verdadeiro show de entretenimento e animação.

Com cerca de 10 minutos de atraso, David Fonseca subiu ao palco do Coliseu do Porto, juntamente com os cinco músicos que o acompanharam ao longo do espetáculo. “Superstars” deu o pontapé de saída, que não podia ter sido de outra forma. Seguiu-se “Silent Void” e “Someone That Cannot Love” trouxe mais nostalgia.

Não é segredo que o Porto é uma das suas cidades prediletas para atuar, e David fez questão de o afirmar novamente – como é que se resiste ao pessoal do Norte? Não se resiste!

Alice Wonder foi a primeira convidada a subir ao palco, onde interpretou “Resist” ao lado do “menino” de Leiria. Antes de a chamar ao palco explicou-nos como tudo aconteceu: numa Era tecnológica, com as redes sociais em voga, desencantou esta menina cheia de talento no Instagram.

Fotografia de Mónica Ferreira
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Depois de uma breve passagem pelo início deste ano, chegou a vez de recuarmos até 2007 com “Kiss Me, Oh Kiss Me”. Escusado será dizer que o público sabia a letra de cor e saltado. A canção que se seguia prometia mais uma convidada. Contudo, por motivos adversos, Rita Redshoes não pôde estar presente pelo que coube a Cláudia Pacoal interpretar “Hold Still” ao lado de David.

“Futuro Eu” trouxe Manuela Azevedo à baila para mais dois momentos que nos levaram a uma verdadeira festa de “revenge of the 90’s” com “Muda de Vida” e “Maria Albertina”. Para esta última, David Fonseca chamou então Camané para os acompanhar. O público vibrou com o ritmo e energia frenética dos artistas que pareciam estar numa festarola de ácidos – mas no bom sentido claro.

Até então, David tinha-se mostrado bastante contido e pouco saltitante. Quem costuma seguir os seus espetáculos, sabe que ele não fica quietinho um segundo e que nos leva à loucura com aquela carga toda. Se calhar por isso a canção que o trio interpretou logo de seguida foi “O Corpo é que Paga”, um original de António Variações.

Fotografia de Mónica Ferreira
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Bruno Nogueira protagoniza o vídeo de “Ela Gosta de Mim Assim”, logo não podia faltar! Ouviu-se de seguida “Tell Me Something”, que fora acompanhada por duas bailarinas de dança do ventre, num jogo se sombras.

David Fonseca é um homem do palco, mas gosta bastante de passear pela plateia. Por isso mesmo, ao som de “Stop For a Minute”, passeou-se pelo meio dos fãs. A primeira parte do concerto terminou com “The 80’s” e com a plateia toda a vibrar.

Saídos de palco, lá o público fez o habitual “choradinho” de “só mais uma”. David Fonseca fez a vontade e decidiu entrar de rompante pela plateia. Assim, deu início à última parte do espetáculo com”Slow Karma”. Isto depois de então lhe cantarem os parabéns – afinal de contas não é todos os dias que se celebram duas décadas de carreira.

Fotografia de Mónica Ferreira
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A verdade é que para os encores ficou guardada a faceta mais melancólica de David. Uns apreciaram, outros nem por isso, mas estavam todos à espera do mesmo: “Borrow”. Assim que começaram a soar os primeiros acordes – e depois de anunciar a presença de Sofia – o público esteve ao rubro e fartou-se de gritar e aplaudir. Os Silence 4 foram o motor de arranque para David se mostrar ao mundo.

“Oh My Heart” deu por encerrada esta noite quente de sexta-feira mesmo no coração da Invicta. As pessoas saíram de sorriso nos lábios e um ou outro afirmava ter sido mágico.

Por outro lado, havia quem quisesse o “velhinho” David, as canções velhinhas e tão cheias de genica que marcaram vidas. Ele trouxe algumas, mas também deixou muitas de lado. É compreensível, pois afinal de contas como é que se podem resumir duas décadas em quase três horas? Uma missão quase impossível. Não houve a canção “Rocket Man”, mas o próprio David Fonseca foi o verdadeiro Rocket Man.


Texto e Fotografias: Mónica Ferreira

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