David Fonseca apresentou este sábado, dia 31 de outubro, “Futuro Eu” na Casa da Música no Porto. É o último disco do músico e o primeiro só em português.

David Fonseca chamou-nos e lá fomos nós para a Casa da Música. Com um ligeiro atraso, de mala na mão e com a sua cara em cartão em grande formato, o menino de Leiria subiu ao palco da Sala Suggia e deu início ao espetáculo com “Futuro Eu“, o single de estreia que dá nome ao novo disco.

O público, apesar de estar comodamente sentado, não se conteve e aplaudiu-o. Seguiu-se “Chama-me que eu vou” e o público acompanhava as batidas e a energia do David com um gingar de cabeças até ao momento em este que pede para, todos os presentes cantarem com ele. Depois deste “chamamento” do leiriense, o público descolou das cadeiras e começou a deixar-se levar pelo ritmo das canções.

A demonstrar grande energia e uma boa interação com o público, daquela forma honesta e energética que só ele sabe fazer, dá as “Boas noites” a todos e ecoa “Não Dês Só Para Tirar” e ele deu-nos música ao mesmo tempo que nos roubava energia com as suas canções. Depois recuamos até 2009 com “A Cry 4 Love“. Neste “vai e vem”, ouviu-se “Deixa a Tua Voz Depois do Tom“, “Só Uma Canção do Mundo” seguida por uma canção que pôs todo o público com um brilho nos olhos: “Someone That Cannot Love“. Aqui percebeu-se que aqueles que esgotaram o concerto eram fãs aficionados de David Fonseca desde há muito tempo e que os “Silence 4” continuam com uma legião de fãs enorme.

Márcia é a convidada da noite e acompanha David Fonseca em “Deixa Ser” e “É-me Igual“. Esta última canção faz parte da criação de “Futuro Eu” mas não está incluída no disco, pertencendo ao lado B deste projeto.

Kiss me, Oh Kiss me“, “Superstars” foram outros grandes êxitos e o artista vem para o meio do público em “Stop 4 a Minute” que desde logo formou uma roda em torno dele e no final ainda uma fã. Seguiu-se “Funeral”, “Hoje Eu Não Sou” deste último disco que se carateriza por ser totalmente composto por canções na língua de Camões.

No meio de brincadeiras e algumas piadas, depois de ler alguns dos insultos que recebe nas redes sociais e de dedicar uma canção a todos os seus “haters”, David Fonseca encerra a primeira parte do concerto com uma canção que ele admite ser uma das suas favoritas “Eu já estive aqui“. O palco fica vazio mas as pessoas pedem mais e mais, não através de palavras, mas com um bater de palmas de como quem implora por mais.

David Fonseca e a sua banda retornam ao palco e admite que o encore é já algo programado. Bastava haver só uma pessoa a pedir “mais uma” e lá voltavam, e assim foi. Segundo ele, o encore é um acordo anónimo entre o público e o artista e, em tom de brincadeira diz que é “também o que acontece na política mas não tem tantos efeitos”.

Esta parte final do concerto foi divida em duas partes. Na primeira parte do encore, ouviu-se “Sem Aviso“, “What Life Is For” e “The 80’s“. O público estava cansado porque em momento algum tornou a descansar as pernas e as cordas vocais. A segunda parte, aquela que viria a finalizar este espetáculo foi feita da melhor forma. “U Know Who I Am” e eis que o concerto termina com a mesma canção que “Futuro Eu”, com “Agora é a Nossa Vez“.

Uma casa completamente esgotada, que não conseguiu ficar colada às cadeiras por muito tempo. Com as letras na ponta da língua, ainda houve quem saísse do concerto a cantarolar uma ou outra canção com uma expressão facial de puro prazer. Como se a performance de David Fonseca não fosse suficiente, à medida que ia tocando e cantando as suas canções, iam passando vídeos que completavam o espetáculo!

Em plena noite de Dia das Bruxas, David Fonseca mostrou que está de volta em força e que é capaz de fazer um disco totalmente em português com toda a qualidade a que sempre nos habituou.

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Fotografias: Bruno Ferreira

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