David Carreira prepara-se para lançar um novo disco ainda em 2018 e já começou a ir dando a conhecer aos fãs algumas das canções que farão parte do alinhamento deste novo trabalho.

Com apenas 26 anos, David Carreira já é um nome conhecido do panorama musical português. Neste momento, continua a trabalhar no seu sétimo disco, ainda sem uma data de lançamento prevista. Estivemos à conversa com o artista para saber mais sobre este novo trabalho.

Palco das Artes: Quando olhamos para o teu repertório, vemos que há uma evolução, uma mudança/adaptação de ritmos e estilos. Achas que ainda estás a tentar encontrar o teu caminho, a tua zona de conforto, chamemos-lhe assim?

David Carreira: Não tem a ver com mudança ou adaptação. Tem a ver com, em cada álbum, ter um challenge, uma proposta diferente. Da mesma forma que ouves o primeiro álbum da Rihanna, do Justin Timberlake, do Michael Jackson, vês que não são os mesmos discos do meio da carreira, do fim da carreira. Acredito que, se numa carreira, fizeres sempre o mesmo tipo de música do início até ao fim, vais-te cansar a ti próprio e o resto das pessoas. Estás a mostrar que não sabes reinventar-te e o challenge não é assim tão grande. Este será o meu sétimo álbum e não me apetece fazer a mesma coisa que no anterior porque, se assim fosse, seria uma reedição do disco passado. Acho que em cada álbum tens que apresentar algo diferente e isso faz com que mudes de vez enquanto. Tens que fazer com que te reinventes e acredito que essa é a melhor forma de fazer música.

PdA: Começas com “Ficamos Por Aqui” e agora afirmas que “Já Não Te Sinto”. Juntando todas as canções do teu próximo disco, vamos estar perante uma espécie de carta de despedida direcionada (ou não) a alguém?

DC: O “Já Não Te Sinto” ser a seguir ao “Ficamos Por Aqui” acabou por ser quase uma coincidência. Não foi pensado para ser algum recado, nada disso… Agora, este álbum vai falar de mim, como todos os outros, mas mais daquilo que me aconteceu nos últimos tempos, daquilo que vi no exterior. Neste momento estou a fazer a entrevista em Miami, antes estive em Toronto… toda esta experiência de compor também com pessoas de outros mercados musicais, de outras influências vai-se sentir no disco. Nas músicas acabo sempre por falar de mim até porque, sendo eu a escrever, leva a que isso aconteça.

PdA: Tens apostado no mundo online. “3” lançaste primeiro numa plataforma online e depois é que o editaste em formato físico. Agora recorreste a influencers e ao Instagram para promover este novo tema. Achas que esta nova Era digital é benéfica para os músicos? De que forma?

DC: Por mais que às vezes canse um bocado e queiras sair dessa rotina das redes sociais, faz parte da nossa geração e da música hoje em dia. Acho que é benéfico para os músicos de uma forma internacional. Cada vez mais, a música, tem a capacidade de se internacionalizar. Se for bem feita, bem direcionada ao mercado internacional, graças às redes tens a hipótese de chegar a pessoas do outro lado do mundo. Há 10 anos, isso não era possível desta forma tão rápida e eficaz. Isto dá hipótese aos músicos, também, de serem independentes, de gerirem as suas carreiras, a sua música, de fazerem os projetos como querem. As redes sociais vieram dar-nos um bocadinho mais de liberdade, também.

PdA: Não dá para deixar passar em branco a participação especial de Diovanna Ewbank em “Já Não Te Sinto”. Como é que surge esta oportunidade, esta colaboração e porquê a Giovanna?

DC: Esta participação/colaboração da Giovanna surgiu através de pessoas em comum que fizeram a ponte. Estava à procura de uma protagonista para o “Já Não Te Sinto” que tivesse as características da Giovanna: aquele lado sensual e fresh ao mesmo tempo e que soubesse representar. Achei muito engraçado haver esta ponte entre Portugal e Brasil, é algo que cada vez mais tem que acontecer. Depois, o feeling correu muito bem entre nós, tanto nas gravações como fora. Houve uma empatia, ela é muito porreira e é por isso que vou lá dia 26 de janeiro para começar a preparar outros projetos e a promoção do “Já Não Te Sinto”. É muito engraçado cada vez mais não haver barreiras entre estes dois territórios que partilham a mesma língua.

PdA: Para este novo podemos contar com alguma surpresa? Um dueto inédito ou algo assim mais irreverente que vá “contra” ao que tens feito até então?

DC: Já a participação da Giovanna no videoclip acho que é um bocado irreverente, assim como o próprio vídeo. É óbvio que podem contar com coisas diferentes, com uma reinvenção e com um challenge diferente. É por isso que estou aqui em Miami, Toronto, Brasil para trazer um bocado dessa diferença, para trabalhar com outras pessoas. Portanto, vão haver participações, algumas já estão gravadas, mas não posso desvendar muito mais.

PdA: Falando novamente do teu novo disco, já há data prevista para o seu lançamento?

DC: O álbum está previsto para 2018, portanto ainda falta algum tempo. Contudo, já está a correr muita coisa. O “Já Não Te Sinto” está a correr bem tanto em Portugal como no Brasil. Fico muito contente por saber que está a ter uma boa repercussão fora das nossas fronteiras. Vamos continuar a trabalhar em estúdio, a produzir este novo disco. O álbum acaba por ser o meu bebé quando estou em estúdio a trabalhá-lo mas depois, quando se lançam as músicas, é das pessoas que as vão ouvir. Espero que se possam rever da mesma forma como eu me revejo a trabalhar nele, que é o maior objetivo.


Entrevista: Mónica Ferreira

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