Cristina Branco prepara-se para lançar ainda neste mês de fevereiro o seu novo disco, intitulado “Branco”. Lisboa, Porto, Braga, Bragança e Ílhavo, são as cidades que vão receber os concertos de apresentação do novo trabalho.

É a 23 de fevereiro que nos chega o novo disco de Cristina Branco. “Branco” conta com várias participações especiais de artistas de renome.

Nós estivemos à conversa com a artista sobre o seu novo trabalho.

Palco das Artes: Depois de “Menina” chega-nos “Branco”. Esta é a maturação de uma menina que agora é livre e segue o seu caminho ao fim de 13 discos?

Cristina Branco: Sempre segui o meu caminho, e este disco não é exceção. A novidade neste “BRANCO” é que me deixei levar pelos autores, pelas músicas e as letras que chegaram a mim, sem condicionantes. A liberdade foi total, e a minha a de sempre!

PdA: Em “Branco”, há várias colaborações de artistas como Mário Laginha, Sérgio Godinho, Jorge Cruz, André Henriques e Filho da Mãe, Kalaf, Beatriz Pessoa, Nuno Prata, Peixe. Foi um desafio, para si, convergir artistas de géneros musicais diferentes com a sua música?

CB: Foi muito gratificante olhar para este conjunto de temas e ver um espectro tão variado, daí também o “branco”. São todos diferentes para fazerem o uno, a cor final. Não há meias tintas. Ir buscar música atual, gente de hoje que cria cores novas é o meu caminho, seguramente.

PdA: Já são conhecidos dois temas deste novo trabalho. Como tem sido a reação do público?

CB: Pelo que percebo, é expectante, com vontade de ouvir mais e ainda bem!

PdA: A Cristina já anda nestas andanças há várias décadas. Que marca acha que tem vindo a deixar no panorama musical português?

CB: Creio que não deverei ser eu a fazer essa avaliação, mas se me colocar na pele de outra pessoa talvez observe que apesar de duas décadas volvidas há um interesse, uma atenção, que na vertigem da actualidade não é assim tão esperada e isso é bom. Significa que há consistência, maturidade e vontade de fazer coisas…ter coisas para dizer não é para todos!

PdA: Ílhavo, Braga, Bragança, Lisboa e Porto, vão receber a apresentação do seu novo trabalho. Com que podemos contar nestes espetáculos?

CB: Haverá mudanças por forma a enriquecer o espectáculo, porque também se trata disso. Posso adiantar que é tudo muito orgânico, porque a música interpreta a vida como ela é, na sua complexidade e na sua diversidade. Vamos ainda contar a história de várias pessoas normais como tu e eu, sem faz de conta, sem a “rede” por trás.


Entrevista: Mónica Ferreira

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