A celebrar 34 anos de carreira, Os GNR deram esta sexta-feira, dia 23, um concerto no Coliseu do Porto que durou cerca de duas horas.

Com algum atraso e com um coliseu quase esgotado, o Grupo Novo Rock subiu ao palco abrindo o concerto com o single do último álbum com o mesmo título, “Caixa Negra“. Foi assim que começou a viagem pela “galáxia” dos GNR que contava com uma primeira fila recheada de diversas gerações, aplausos, olhares emotivos como quem quer ter a banda assim bem pertinho.

Seguiu-se “Triste Titan” ainda deste último trabalho lançado em março deste ano e eis que se entrou na cápsula do tempo e voltámos até 1992 com “Quando o Telefone Pecca“. Mas o Grupo Novo Rock não quis deixar em branco os grandes hits da sua carreira e lá se embarcou na viagem ao passado. Desta vez fomos até 1986 com “Efectivamente” e foi caso para dizer que “Efectivamente” o público presente tinha a letra toda na ponta da língua.

Homens Temporariamente Sós“, “Pós-Modernos“, “Mais Vale Nunca” e o coliseu começa todo a vibrar com a entrada do primeiro convidado da noite: Helton Arruda, o guarda-redes do Futebol Clube do Porto. De repente as pessoas esqueceram-se que estavam num concerto e começaram todos a aplaudir o jogador ao mesmo tempo que gritavam “Porto”. A dupla Rui Reininho e Helton levaram até ao “Inferno“, uma cover do original de 1965 de Roberto Carlos, todos os presentes.

A segunda convidada da noite foi Rita Redshoes que fez parelha com Reininho em “Dançar Sós” e “Morte ao Sol“. Neste último tema, Gonçalo Marques juntou-se aos GNR com a sua gaita de foles fazendo uma atuação a solo logo no início da canção que deixou todos boquiabertos, curiosos pelo que aí vinha.

Los Cavakitos juntaram-se à festa e participaram em “Nova Gente“, “Sangue Oculto” e em “MacAbro” com os Roadies. Entre estes temas, foi com “Pronúncia do Norte” que, quem assistia ao espetáculo, mostrou o melhor de si. Num ato de companheirismo, o público uniu-se, colocando os braços por cima uns dos outros, formando algumas correntes entre a plateia, ao mesmo tempo que cantavam numa só voz.

Tim, vocalista dos Xutos & Pontapés, foi outro convidado desta noite. Ao lado de Rui Reininho, cantou e tocou “Quando Eu Morrer” e “Bellevue“.

Sub-16“, “Popless“, “Honolulu“, “Video Maria“, “Las Vagas” e “Asas“, foram outros temas que ecoaram pelo Coliseu do Porto, até chegar a “Cadeira Elétrica“, do disco “Caixa Negra”, e o concerto já ameaçava acabar. Na verdade já haviam sido tocados e cantados 23 temas.

Para o encore ficou guardada uma viagem pelos anos 90 e 2000 com “Corpos“, “Morrer em Português“, “Ana Lee” e, para acabar da melhor forma, voltamos a 1985 com “Dunas“. Nesta última canção o público sabia que era a despedida. Miúdos e graúdos sabiam de cor e salteado este hit.

A banda de Rui Reininho, Toli César Machado e Jorge Romão mostrou que, mesmo ao fim de 34 anos de puros sucessos, estão aí para as curvas e que estão de volta em grande.

Os GNR vão atuar na noite de Halloween, no Coliseu de Lisboa.

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Fotografias: Bruno Ferreira

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