“444 – Quatro Curtas à Quarta Quarta” é a nova mostra de cinema de curta duração que acontece no Aqui Base Tango, em Coimbra.

Todas as quartas quartas-feiras de cada mês serão exibidas no Aqui Base Tango, pelas 22h, quatro curtas-metragens em sessões com entrada gratuita.

“Longe da Amazónia”, de Francisco Carvalho, serviu de mote à programação da primeira sessão, a acontecer na próxima semana, a 27 de setembro, que inclui um conjunto de filmes que abordam a relação entre Portugal e o Brasil. A curta-metragem conta a história do naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira que, em 1783, partiu para a Amazónia numa expedição que durou nove anos.

Na mesma sessão serão também exibidos os filmes “Um Campo de Aviação” de Joana Pimenta, “Fernando que Ganhou um Pássaro do Mar” de Felipe Bragança e Helvécio Marins Jr., “uma pequena cantiga luso-brasileira”, e “António, Lindo António”, de Ana Maria Gomes, um documentário que procura saber as razões pelas quais o tio da realizadora, que partiu há 50 anos para o Brasil, nunca mais regressou à sua aldeia.

Praticamente ausentes do circuito comercial da cidade, as curtas-metragens ganham, assim, um espaço de exibição periódica, de entrada livre, numa zona central de Coimbra.

“444 – QUATRO CURTAS À QUARTA QUARTA”

Sessão #1
27 de setembro, 22:00
Duração: 94 minutos
Aqui Base Tango, Coimbra
Entrada livre

UM CAMPO DE AVIAÇÃO de Joana Pimenta

Um campo de aviação num subúrbio desconhecido. O lago debaixo da cidade queima as ruas. As montanhas atiram rocha nos jardins. Na cratera de um vulcão, uma cidade modelo é levantada e se dissolve. Duas pessoas encontram-se neste lugar, separadas por cinquenta anos.

FERNANDO QUE GANHOU UM PÁSSARO DO MAR de Felipe Bragança e Helvécio Marins Jr.

Uma pequena cantiga luso-brasileira. Fernando divide seu tempo entre um café da vizinhança e a pequena casa em que vive no Porto. Do Brasil, recebe um pequeno presente que lhe faz imaginar o Paraíso.

LONGE DA AMAZÓNIA de Francisco Carvalho

Em 1783, o naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira partiu para a Amazónia. Séculos depois, tudo o que resta da sua Viagem Filosófica são os artefactos das tribos e os animais e plantas que trouxe para Portugal, vestígios que evocam uma Amazónia distante e uma expedição que durou 9 anos.

ANTÓNIO, LINDO ANTÓNIO de Ana Maria Gomes

António, lindo António é um documentário que procura saber as razões pelas quais o tio da realizadora, que partiu há 50 anos para o Brasil, nunca mais voltou à sua aldeia, para indignação da sua mãe e dos irmãos: “A casa não saiu do sítio, só tem que pegar num GPS se já não encontrar o caminho”. Entre um Portugal tradicional e o Rio de Janeiro onde se instalou o tio António, um oceano de incompreensões e de omissões.

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