O Alentejo estará em destaque durante os meses de fevereiro e março com diversas atividades no Centro Cultural de Malaposta com o Ciclo Alentejo.

O Alentejo estará então em destaque com ofertas do espetáculo de Teatro de Marionetas para a Infância, por parte da Companhia de Teatro de Serpa, Baal; de concertos com assinatura dos “Fabulosos Tais Quais”; ou ainda do projeto “Sons do Mira”.

Destaque ainda para o espetáculo de Narração Oral de Jorge Serafim ou ainda a exibição do filme “Mar de Sines – A Resiliência das Gentes Do Mar”, um documentário de Diogo Vilhena.

CICLO ALENTEJO

TEATRO DE MARIONETAS PARA A INFÂNCIA | “UM DIA SEREI GRANDE”
Companhia Baal (Serpa)

17 FEV – 28 e 29
QUI e SEX – 10h00 e 11h30 [sessões escolares, mediante marcação prévia]
SÁB – 16h00

Sinopse: João nasceu num susto sem saber como. Enquanto se constrói, ganha a consciência de que é necessário fazer escolhas e de que existem regras para cumprir. Vai para a escola para aprender e para descobrir quem é. Aprende a ler, aprende a matemática, fica a saber que há coisas que não sabe e que existirá um futuro onde nem sempre as coisas serão fáceis. Depois vai viajar. Descobre-se mais um pouco e descobre que o mundo é muito grande e nele vivem muitas e diferentes pessoas. E ele, tal como os outros, um dia crescerá, um dia terá uma profissão, um dia será uma parte transformadora da sociedade. Um dia será grande.

Criação: Coletiva | Encenação: Rui Ramos | Interpretação: Filipe Seixas e Marisela Terra | Adereços e construção marionetas: Coletivo

SALA EXPERIMENTAL
8€ [ADULTO] 6€ [CRIANÇA] | DESCONTOS APLICÁVEIS | 45 MINUTOS | M/6

MÚSICA | FABULOSOS TAIS QUAIS

FEV – 28
SEX – 21h30

O Alentejo ocupa então grande espaço do reportório deste grupo formado por João Gil, Vitorino, Tim, Vicente Palma, Celina da Piedade, Paulo Ribeiro e Sebastião. As violas, o acordeão, a percussão, quem sabe uma viola campaniça e um coro de arrepiar. Mas, pelo meio, há também Jorge Serafim, conhecido contador de histórias, que aqui aparece como o anfitrião de um lugar ficcional chamado A Venda do Isaías, e que partilha as suas pérolas de sabedoria, desfiando histórias, anedotas, contos populares.

A música não é apenas a música, neste caso. Fala por toda uma região. E, por isso, não começa ao primeiro acorde e não termina com os aplausos, não vive na prisão dessas regras ditadas pelos palcos. Vive destas trocas espontâneas, que é lançada por um e agarrada pelos restantes, mas que pode ser atravessada por um relato que Isaías/Serafim vai buscar ao baú da sua sabedoria popular. Seguem-se umas às outras, músicas e histórias, da mesma maneira que a mesa parece estar sempre repleta.

AUDITÓRIO
12€ [PREÇO ÚNICO] | 90 MINUTOS | M/6

COMPRAR BILHETES

NARRAÇÃO ORAL | Stand-up Comedy e MÚSICA | CONTOPIAS
Jorge Serafim e Sons do Mira

FEV – 29
SÁB – 16h00

CONTOPIAS

Contar é então o ato de apagar fronteiras. De separar o que importa do que não. Contopias são contos ao redor do mundo que têm na palavra a forma de reencontrar as pessoas em tudo o que as une e separa. Em tudo o que as assemelha e diferencia. São histórias, índias, africanas, europeias, orientais, árabes, narradas numa única sessão. Talvez o contador de histórias seja o último reduto da utopia. O homem que pela palavra encontra semelhanças que diluem as ignorâncias invasivas. Esta viagem condensada numa única sessão pretende atravessar o mundo e os seus ouvintes, reaproximando-os em toda a geografia do afeto. Essa é a força maior da memória e da palavra partilhada sem preconceito. Saber quem somos, para saber que os outros também o são.

CONCERTO DE ENCERRAMENTO: SONS DO MIRA

Sons do Mira é um projeto de Música Tradicional Alentejana que, em formato de Arruada ou Concerto, recria momentos de convívio típicos das planícies alentejanas…
Num passado não muito distante, no dia-a-dia das famílias alentejanas, a música acompanhava as atividades diárias no campo e os serões em família. Era nestes momentos, de partilha de histórias e tradições, que os mais novos recebiam os sábios ensinamentos dos seus pais e avós.

A música tradicional alentejana, sob a forma de Modas, contém então em si estas histórias e lições. De pais para filhos, chegam até aos dias de hoje as tradições de um povo, de uma terra e de vidas inteiras. Esta é uma viagem musical pelas planícies alentejanas, onde o visitante pode ser espectador ou intérprete. Poderá cantar, tocar, dançar, apreciando a simplicidade da Música Tradicional Alentejana.

Voz e campaniça: Marco Vieira e Maria Paulino | Baixo: Simão Henriques | Voz e percussão: Samuel Henriques

AUDITÓRIO
10€ [PREÇO ÚNICO] | 80 MINUTOS | M/6

CINEMA | MAR DE SINES – A RESILIÊNCIA DAS GENTES DO MAR
um documentário de Diogo Vilhena

FEV – 29
SÁB – 21h00

Sines, complexo industrial e porto atlântico. Os contornos dos grandes navios no horizonte já se tornaram então uma imagem familiar. Mas por entre estes gigantes, resiste uma geração que representa a pesca tradicional e resiliência de uma atividade que teima em resistir à passagem do tempo. Entre tradição e inovação, a pesca continua a ser em Sines uma força viva.

Durante um ano, a equipa de Mar de Sines percorreu esta costa e conviveu diretamente com as suas comunidades costeiras, registando a forma como estas vivem com o mar e os seus recursos.

O mar é o ponto de atração para onde todos os protagonistas convergem. Este mar é simultaneamente o adversário a enfrentar e a figura paternal que dá o sustento.

O filme parte então à procura das estratégias que estas comunidades adotaram para viver de um meio inacessível e inóspito. Desde uma simples jangada de canas, passando pelos mariscadores e pelas artes mais complexas, como a rede de tresmalho e o cerco, descobrimos a importância dos gestos, das sonoridades e dos artefactos que hoje se encontram no limiar da existência, como a zinga, o chui, o ribileva, os alcatruzes de barro ou os caixotes de aparelho.

Partindo da memória coletiva, narrada na primeira pessoa, num processo de cinema com a comunidade, são então retratadas três gerações que fizeram da pesca a sua vida.

Promotor: Câmara Municipal de Sines | Realização: Diogo Vilhena | Produção: António Campos | Banda sonora original: Charlie Mancini

SALA DE CINEMA
ENTRADA GRATUITA | 71 MINUTOS | M/12

CICLO ALENTEJO – MARÇO

TEATRO PARA A INFÂNCIA | ESCURIDÃO BONITA
UmColetivo

MAR – 01
DOM – 11h

E se faltasse a luz?

Queremos então contar uma história como as histórias são para ser contadas, com afetos.

O teatro é então um lugar escurinho e mágico, com as luzes surpreendentes da imaginação a interromper a noite, aqui e ali, onde dizemos “era uma vez” e, depois, sonhamos todos juntos a história de um beijo.

A nossa história é então muito cheia de cheirinhos e sabores e abraços indolores. É uma história que se faz muitas vezes, a pouco e pouco, com apenas vinte pessoas na sala.
Acontece como uma música longa e em segredo, que interrompe o coração, e por isso chamamos-lhe “Escuridão Bonita”.

Texto: Ondjaki | Conceito: Cátia Terrinca e João P. Nunes | Interpretação: Cátia Terrinca | Sonoplastia e música ao vivo: João Filipe | Técnica e design: João P. Nunes | Produção: Márcia Conceição / UMCOLETIVO – Associação Cultural

BLACK BOX
8€ [ADULTO] 6€ [CRIANÇA] | DESCONTOS APLICÁVEIS | 45 MINUTOS | M/6

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