Os Capitão Fausto apresentaram, esta sexta-feira, na Casa da Música, “Capitão Fausto têm os Dias Contados”, o seu mais recente disco, levando-nos numa viagem pop e psicadélica às décadas de 60 e 70.

Passavam poucos minutos das 23h quando os Capitão Fausto subiram ao palco da Sala 2 da Casa da Música. Os fãs continuavam a chegar uns atrás dos outros, numa correria eletrizante, tudo para não perderem nem mais um minuto deste que já se mostrava ser um grande espetáculo.

“Morro na Praia”, é assim que inicia o terceiro disco dos Capitão Fausto e foi assim que começaram por o apresentar aos fãs no concerto. Com um público bastante jovem que brotava energia pelos poros e uma sede louca da banda portuguesa, estava na hora de recuar até 2014 com “Célebre Batalha de Formariz” e “Litoral”.

Com um ambiente festivo, com uma sala a estremecer por completo, quer graças ao bom som dos Capitão Fausto quer pelos saltos dos fãs, “Os Dias Contados” foi o tema que se seguiu. Até então, tudo apontava que os jovens músicos têm tudo menos os dias contados.

Ouviu-se “Corazón”, “Santa Ana”, “Tem de Ser”, e o público já sabia as letras todas de cor e salteado. É verdade, ainda há pouco o disco saiu e estava tudo na pontinha da língua, sem falhar por um único momento.

“Ideias”, “Bitoque”, “Maneiras Más”, num vai-e-vem entre temas passados e novos, seguiu-se “Alvalade Chama Por Mim”, mas o Porto também! O Norte do país chamou pelos Capitão Fausto com as demais ovações possíveis e imaginárias. “Amanhã Tou Melhor”, foi o tema que se seguiu e, de facto, todas as pessoas estarão melhores com estes novos temas na cabeça (e uma outra mazela dos constantes moches).

Capitão Fausto-6

Se em quase todos os espetáculos o (agora) habitual é andarem de braços esticados com telemóveis na mão a registar tudo, neste houve uma (grande) exceção. Os fãs foram até à Casa da Música para ver o concerto ao vivo e não pelo visor dos telemóveis. Assim sendo, tinha que haver braços no ar à mesma. E houve! Braços no ar para aplaudir, para “curtir o som” e mostrar o quanto estavam a apreciar este grande momento musical mas essencialmente para segurar um ou outro maluco (foram muitos) que navegou nos braços dos colegas, em verdadeiros momentos loucos de crowdsurfing. É verdade, os fãs deixaram-se levar de tal forma pela energia contagiante das canções que o que menos queriam eram estar com os pés no chão (ou bem assentes na Terra).

A primeira parte do concerto encerrou com “Nunca Faço Nem Metade”. Oh meus queridos, vocês já fizeram muito! Apresentaram-nos uma rockalhada à Capitão Fausto mas com uma maturidade bastante evidente quando comparada com os discos anteriores. Deixaram-nos com “água na boca”, com vontade de consumir a vossa música ainda mais.

Capitão Fausto-9

Todos saem do palco e o público começa de imediato a gritar “Só mais uma” – mais um inédito tendo em conta que agora as pessoas criaram o hábito de gritar e bater com os pés no chão. Nem um minuto depois já estavam de volta ao palco onde arrebataram os fãs com “Mil e Quinze”, “Supernova”, “Zécid” e fecharam o concerto com “Verdade”.

Um espetáculo de rock que anuncia assim uns novos Capitão Fausto que vão certamente marcar 2016. De certeza que neste verão vão andar na “boca do povo”, quer através das suas canções, quer pelas boas críticas que têm surgido e pelas que ainda estão para vir.

Alinhamento

  1. Morro na Praia
  2. Célebre Batalha de Formariz
  3. Litoral
  4. Os Dias Contados
  5. Corazón
  6. Santa Ana
  7. Tem de Ser
  8. Ideias
  9. Bitoque
  10. Maneiras Más
  11. Alvalade Chama Por Mim
  12. Amanhã Tou Melhor
  13. Nunca Faço Nem Metade

Encore

  1. Mil e Quinze
  2. Supernova
  3. Zécid
  4. Verdade

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Fotografias: Bruno Ferreira

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