Os Apocalyptica apresentaram o “Shadowmaker” esta segunda-feira, dia 2 de novembro, no Coliseu do Porto. Este é o oitavo álbum de originais da banda e o primeiro com um único vocalista.

Às 21h de segunda-feira, os Tracer começaram a aquecer o Coliseu do Porto para a banda que se seguia: os Apocalyptica. Jovens, cheios de força, energia e garra que não ficaram aquém das expetativas. A verdade é que a banda de metal suscitou a curiosidade de todos os presentes ao ponto de, no intervalo, todos comentarem a performance dos australianos.

Uma hora depois, o público já estava quentinho, irrequieto e ansioso para receber Eicca ToppinenPaavo Lötjönen, Pertuu Kivilaaskso nos violoncelos, Mikko Sirén na bateria e Franky Perez na voz. Esta foi a primeira vez que os finlandeses foram acompanhados por um único vocalista e que marcará presença em toda a tournée. Para além de Franky Perez embarcar nesta aventura um pouco por todo o mundo, ele gravou também “Shadowmaker”, o oitavo disco de originais dos Apocalyptica.

Reign of Fear” abriu o concerto e abriu o apetite dos fãs da banda que conseguem agarrar tudo e todos apenas com os seus acordes. Seguiu-se “Grace“, “I’m Not Jesus” e, depois destes solos instrumentais, Franky entra em ação em “House Of Chains“. O pano que servia de cenário caiu e deu lugar a projeções que estavam em consonância com os temas tocados.

Paavo era, sem sombra de dúvidas, quem puxava mais pelo público. Pedia palmas, sorria, falava, apontava para os fãs que tiveram a sorte de estar na primeira fila, mesmo sendo aquele que se continha mais aquando do espetáculo. “Not Strong Enough“, “Master“, “Inquisition” e segue-se “Bittersweet“. Apenas em palco ficaram os três violoncelistas e fez-se silêncio. Até parecia que se ia cantar o fado mas não. O público, ao mesmo tempo que filmava com o telemóvel, cantou ao ritmo original este tema, tentando assim substituir a falta de Ville Valo e Lauri Ylonen que são a voz desta canção no disco homónimo de 2005.

Terminada esta canção, palmas nervosas e até algumas pessoas com a lágrima no canto do olho, enchiam o Coliseu do Porto. Numa mistura de português com inglês, Eicca agradece o fato do público ter dado voz a este tema.

Harmageddon“, “Hope ” e Toppinen explica como para eles é bom relembrar os temas mais antigos que ajudaram a construir mais de duas décadas de uma carreira estonteante.

Para mostrar que, mesmo passados 20 anos, ainda são capazes de compor temas inéditos, segue-se “Riot Lights“, “Shadow Maker” e “Hole in My Soul” do último disco lançando em abril deste ano.

Refuse/Resist“, “Ludwig Wonderland“, “Seek N Destroy” e o concerto já estava na reta final. “In the Hall of the Mountain King”  e “One” antecederam um dos momentos mais esperados da noite e que o público acompanhou a banda, o tema “I Don’t Care“, que conta com Adam Gontier na versão original.

Para acabar em grande, voltamos ao presente com “Dead Men Eyes” e o público aplaudiu, assobiou e estava pronto para mais uma maratona de Apocalyptica.

Apesar de ser uma voz algo diferente daquelas a que os Apocalyptica nos têm habituado, Perez mostrou-se estar à altura do desafio e conseguiu suportar o peso que tinha às costas: a fama da banda. O público mostrou-se interessado no vocalista, até porque já sabiam algumas das músicas de cor e salteado, mas os momentos mais empolgantes, que levaram a que todos entrassem na onda do cello metal dos finlandeses foram aqueles onde haviam apenas instrumental. Foi um concerto que provou que não é preciso haverem boas guitarradas para “abanar o capacete”.

Depois do concerto, os membros da banda reservaram alguns momentos para uma sessão de autógrafos e deliciar os fãs com uma ou outra selfie.

Esta terça-feira, dia 3 de novembro, a banda finlandesa estará em Lisboa no Coliseu de Lisboa.

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Fotografias: Bruno Ferreira