Ana Bacalhau passou esta quarta-feira pela Casa Da Música no Porto. A artista apresentou ao público portuense o seu primeiro disco a solo: “Nome Próprio”.

Ana Bacalhau apresentou-se na Casa da Música como já habituou o público: extrovertida e animada. Confessou que depois de tantos anos a cantar “o outro”, chegou a altura de se cantar a si própria. “Apetecia-me contar-me a mim própria”, disse numa das vezes que se dirigiu ao público.

Uma sala não completamente cheia não foi impedimento para, que em cada canção, enchesse toda atmosfera com a sua voz característica. Acompanhada por uma banda de cinco músicos com órgão, contrabaixo, duas guitarras elétricas, bateria, guitarra portuguesa, bandolim e cavaquinho, Ana Bacalhau brindou o público com vários tipos de música.

Todos sentiram um pouco de Deolinda no seu registo musical, mas foram as canções calmas e intimistas, a que o público não estava habituado, que surpreenderam.

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Um dos momentos altos da noite deu-se quando interpretou “Estrela da Tarde”, um poema de Ary dos Santos. Só ela e o organista em palco, num momento que teve tanto de íntimo como de sentimental. Não se ouviu nenhuma reação do público enquanto ela cantava. Todos prestavam atenção com um nó na garganta ao ouvir todas as palavras que eram ditas.

A noite foi ainda preenchida com momentos a solo dos músicos, ou dos “pataniscas”, que deliciaram a plateia.

A forma como se apresenta em palco, como dança, interage com o público, interpreta as canções, como assume o controlo total sobre a sua voz e a sincronização perfeita com os músicos, só contribuiu ainda mais para que os presentes não arredassem das suas cadeiras.

Existiu tempo até para um icónico pedido de casamento, quando um membro do público se dirigiu à cantora pedindo-lhe para casar com ele. Infelizmente, a divertida Ana Bacalhau não aceitou porque o marido estava presente.

O outro ponto alto da noite aconteceu quando chegou a vez do tema “Ciúme“. Nesta altura foi possível assistir a uma Sala Suggia a cantar em uníssono o tema alegre e divertido.

Já no final do concerto, Ana Bacalhau foi aplaudida de pé por todo o público, por um Porto que queria ver a artista em nome próprio e que espera já pela próxima vez.

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Texto: Inês Vale
Fotografia: Bruno Ferreira

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