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Um Corpo Estranho medem o “Pulso” à Invicta

Pulso
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Os Um Corpo Estranho vieram até à Invicta este sábado apresentar o seu novo disco. O Café Casa da Música encheu-se de gente disposta a sentir o “Pulso”.

Eram exatamente 22h quando os Um Corpo Estranho subiram ao palco montado no Café Casa da Música para nos brindarem com o seu mais recente disco: “Pulso”. O concerto arrancou com “Vertigem” depois de nos cumprimentarem e vamos até “Babel” para depois entrarmos no primeiro disco dos jovens de Setúbal com “Resto Zero”.

“Finalmente o Porto, uma cidade que temos andado a faltar desde que começámos este projeto”, por acaso, andaram mesmo. A Invicta precisa de mais iniciativas destas, precisa de novos sons, daqueles que nos ficam no ouvido e no corpo como os vossos.

Seguiu-se “Scarlett”, o single de avanço de “Pulso”, e João Mota confessa-nos “Onde Quero Arder” para logo de seguida nos medir o “Pulso”.

Houve momentos em que o som dos instrumentos estava demasiado alto em relação à voz, acabando por, em alguns momentos, abafar o que nos era cantado.

Entre um desfilar de antigos e novos temas, presenteiam-nos com “Adamastor”, uma canção que tiveram o privilégio de tocar nas comemorações dos 250 anos de Bocage. Estava na hora de fazer uma pausa. Eles precisavam disso. Sentia-se uma tensão nos músicos, uma espécie de vergonha, de receio, mas não haviam motivos para isso. Não tinham havido falhas até então nem houve até ao fim.

Depois desta curta pausa voltaram com “A Metade”, mais um tema do primeiro registo, e aqui já nos sentimos em casa. Este cenário, esta “sala”, temos o ambiente ideal para este concertos. Sentados confortavelmente, a degustar um aperitivo enquanto somos embalados por aquelas sonoridades ao ponto de nós é que ficarmos com um corpo estranho, mas no bom sentido claro. Não, não eram nem são precisas taxas de alcoolémia para apreciar o folk, pop-rock dos Um Corpo Estranho.

A primeira parte do espetáculo termina com “Auto Coação”, a canção que deu origem a este projeto por volta de 2012. Com os músicos mais à vontade, a reclamarem a Casa da Música como sua, fazem-nos ficar desejosos de ouvir mais e mais.

Para o encore ficaram guardados “Amor em Contramão”, “Estranho à Terra” e foi com um tema de José Afonso que dão por encerrada a noite. “Canção da Paciência”, que admitem ter “roubado” deliberadamente ao seu autor, fora interpretada de forma exímia, com toda a responsabilidade que isso acarreta.

Os Um Corpo Estranho trouxeram uma noite diferente à cidade do Porto e mostraram ser uns jovens cheios de garra e vontade de levar isto para a frente. A verdade é que têm pernas para andar e não tarda estarão certamente a encher as grandes salas do país e arredores.

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Para acederes à galeria completa clica aqui.


Texto: Mónica Ferreira

Fotografias: Bruno Ferreira

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