Está aqui!
Home > Música > Crítica > “Things I’ve Never Said”: O melhor cartão de visita de Frances

“Things I’ve Never Said”: O melhor cartão de visita de Frances

Frances
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone

– 3.5

Frances lançou o seu disco de estreia, intitulado “Things I’ve Never Said” no passado dia 17 de março. Este é o cartão de visita da jovem artista.

“Things I’ve Never Said” é o álbum de estreia de Frances que passou por terras lusas pela primeira vez em 2016 aquando do EDPCOOLJAZZ, em Lisboa. Este é um disco que mostra a verdadeira essência da compositora e começa com “Do Not Worry About Me“, uma canção com um início esparso, lento, com a voz limpa e doce da britânica para depois partir para um piano bem colocado mas que pode acabar por não cativar assim muito o novo público. No geral, funciona bem como uma introdução para os temas que se seguem até porque aqueles que já seguem a cantora não vão estranhar.

Drifting” é o tema que se segue que prima pela letra, uma canção bem escrita e onde temos uma percussão a acompanhar o piano e a voz, levando-nos assim para o mundo que já nos é conhecido de Frances. Melodicamente bem construída, intensa, e que se integra nas restantes baladas.

Se forem fãs aficionados da britânica de 23 anos, vão de certeza ficar bastante contentes com a inclusão de “Let it Out” e a já tão conhecida “Grow” que contém versos leves e delicados mas que provam a força vocal de Frances. Ela utiliza várias camadas de voz que se complementam com o piano, sem influências da pop moderna, que nos fazem conseguir ouvir uma e outra vez este tema sem que fiquemos cansados.

No Matter” com o R&B a pairar durante os quase três minutos e meio de canção, é o tema que mais foge à linha do álbum. Ouvindo o disco como o todo ficamos na dúvida se Frances está a tentar mudar aos poucos ou se se anda a aventurar por “mares nunca antes navegados” por ela própria. Para quem não era grande fã pode ser que depois de ouvir este tema bastante dançável, atual, com efeitos nas vozes e um coro complementar, fique curioso com a artista e comece a seguir o seu trabalho, nem que seja para ver qual o caminho escolhido no seu próximo trabalho.

Em “Things I’ve Never Said” existem faixas que fazem jus às capacidades de Frances como a “The Last Word” que poderia perfeitamente fazer parte da banda sonora de algum filme de romance de Hollywood como foi o caso da versão da velhinha “What is Love?”, que é parte integrante da banda sonora do filme “As Cinquenta Sombras Mais Negras”.

Na sua totalidade, está bem construído, com o cunho bem pessoal de Frances que se apresenta como já a conhecíamos. A sua capacidade de escrever e compor canções que contam histórias faz com que cada tema, cada verso seja um bocadinho nosso.

“Things I’ve Never Said” é sem dúvida um bom cartão de visita da jovem artista que prova que ela pode seguir o caminho que quiser, que desejar.

Comentários
Top

Este site utiliza cookies próprios e da Google para personalizar conteúdo e anúncios, funcionalidades de redes sociais e análise de tráfego. A informação contida nestes cookies pode ser partilhada com os nossos parceiros fornecedores das funcionalidades descritas atrás. Ao navegar neste site, estará a consentir a utilização destes cookies. Saiba mais sobre o uso de cookies.

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

X