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“The OA”: Primeiro estranha-se depois entranha-se

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– 3.5

Poucas tinham sido as pessoas com que já tinham ouvido falar em “The OA”, a nova série da Nextflix lançada na passada sexta-feira, dia 16, até a empresa de streaming ter lançado o primeiro trailer na segunda-feira. Contudo, Jason Isaacs, já tinha mencionado na Comic Con Portugal que faria parte desta nova série.

Mesmo antes de se ver um único episódio, e dada a sinopse da série, havia muito a possibilidade de ser outra série de ficção científica muito ao jeito de “Stranger Things” mas não. Tirando a parte de apelidar cada episódio de “capítulo”, não há nada em comum. Não que seja uma coisa má, pelo contrário. É material novo, capaz de ser absorvido pelos fãs de poderes sobrenaturais.

Co-escrita por Brit Marling, a protagonista desta história, e por Zal Batmanglij, só nos são apresentados os créditos mesmo no final do “capítulo” e não no início como é habitual. O foco é a história, a história de Brit e isso passa um pouco por cima dos outros membros que compõem o elenco.

Das crancinhas fofinhas aos cenários um tanto ou quanto vintage, fazem “The OA” uma série bastante interessante até. Mas – e porque à sempre um mas – parece-se com algo que pretende mostrar a todos os espetadores que isto é uma verdadeira obra de arte, meticulosamente pensada e realizada e investe pouco no argumento.

Prairie Johnson, uma jovem cega que desapareceu há sete anos de forma misteriosa, é interpretada por Marling. Quando retorna à cidade para junto dos seus pais adotivos (Scott Wilson e Alice Krige), estes não deixam de demonstrar o seu espanto e ao mesmo tempo o contentamento porque têm de volta a sua filha e porque ela já consegue ver.

De volta à comunidade, Prairie torna-se amiga de Steve, interpretado por Patrick Gibson que se esforça para fazer o papel de “bad boy” e juntos formam uma espécie de clube secreto em conjunto com mais cinco pessoas, que se juntam todas as noites algures numa casa abandonada, tudo para tentarem ajudar a protagonista à medida que ela vai contando o que aconteceu durante aqueles anos em que esteve desaparecida.

A forma como Prairie se dirige aos seus “discípulos”, calma, genuína, com um olhar repleto de um misto de esperança e tristeza, é o que os conquista e os faz alinhar nesta aventura.

De todos os papéis, até então, o que mais se destaca é o de Ian Alexander, que interpreta Buck, um jovem transgénero que depende de Steve que lhe fornece testosterona.

Apesar de ter um argumento interessante, a adaptação para a televisão não foi, na minha opinião, muito bem sucedida. Existem discursos demasiadamente literários, que precisavam de um toque aqui e acolá dado o meio por onde a série é difundida. Se estivéssemos a falar de uma peça de teatro, bom, estaria muito muito bem.

Ainda que possa não conquistar muito público e não atingir as audiências desejadas, “The OA”, não deixa de ser cativante e de fácil visionamento.

O que se vai passar a seguir? É esperar para ver.

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