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The Kills: Uma explosão sensual de rock

The Kills
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Depois de atuarem em Lisboa, os The Kills rumaram ao Porto e consigo trouxeram “Ash & Ice”, o seu mais recente disco. O Hard Club tremeu e remexeu com o desfilar de êxitos do duo. Emoções? Ao máximo!

Quando foi anunciada a vinda dos The Kills a Portugal este ano, desatou tudo numa correria para garantir bilhete para os concertos de Lisboa e Porto.  Depois de vários anos a virem a Portugal em festivais estava na hora de aterrarem cá por eles, para um espetáculo exclusivo. E aconteceu agora onde nos bombardearam com o seu mais recente disco. Contudo, em 2008 passaram por terras lusas para um concerto na Casa da Música.

Falar de The Kills não é fácil. Muito menos quando vamos para o concerto a saber que vai ser explosivo, emotivo, porque, por mais que digamos, parece sempre que as palavras não chegam para descrever tudo ao pormenor. E é verdade.

Assim que chegamos ao Hard Club, as pessoas começam a entrar a conta-gotas, os nervos vão-se acumulando, as horas parecem que nunca mais passam, ao mesmo tempo que “está quase! Está quase!” mas ainda temos que levar (no bom sentido) com Georgia. Duas mulheres em palco, cheias de energia que nos proporcionaram durante cerca de 30 minutos um bom aquecimento para o espetáculo seguinte.

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Para acederes à galeria completa clica aqui.

Assim que Alison Mosshart e Jamie Hince pisam o palco está o caos instaurado. Cheio de sensualidade, o concerto iniciou-se com “Heart of a Dog”, a melhor forma de nos abrirem as portas do novo rock de “Ash & Ice”. A nossa atenção dissipa-se, queremos ter literalmente um olho em cada cabelo, quer seja para nos focarmos nos movimentos de Mosshart, no dedilhar exímio de Hince, ou em ambos, ou em tudo. Não dá. Não chega. Escolhemos, optamos pelo melhor cenário visual para nós mas com o ouvido desperto e atento.

Este novo trabalho é diferente daquilo que nos têm vindo a apresentar. Menos rock, mais eletrónico e aquele cheirinho de R&B mas não há problema. Há o cunho dos The Kills, há algo que nos prende e nos leva numa viagem intergalática completamente alucinante que não nos faz estranhar as novas sonoridades mas sim entranhá-las e senti-las sem deixar pontas soltas. Tudo isto aliado à performance de Alison… a miúda é louca (no bom sentido), mostra-nos que está aqui para partir tudo. Toda ela é música, ele sente o que canta, o que toca, o que tocam, o que nós cantamos, o que resulta numa personagem deliciosa possuída pelas sonoridades, pela bateria, pelas guitarras, por tudo.

Mas não foi só de coisas novas que se fez a noite. Na verdade, o duo trouxe até nós outros grandes temas dos registos passados que nos deixaram em êxtase, doidos, loucos, alucinados, como a “U.R.A. Fever”, a sensual “Kissy Kissy” ou até mesmo a “oldie” “Monkey 23” que fechou a primeira parte do espetáculo. Um dos momentos mais altos da noite foi com “Doing it to Death”.  Quando começaram a soar os primeiros acordes deste tema, palmas, gritos, um alvoroço no Hard Club que não hesitou nem por um momento em servir de coro e mostrar a sua pujança.

O final do espetáculo veio quase sem aviso, meigo, com o acústico “That Love” de uma forma não explosiva mas expressiva, intensa. A calma apoderou-se de todos nós, aquele solo de Mosshart cortou-nos a respiração. De seguida subirmos a intensidade com a sedutora “Siberian Nights”, somos relembrados que este é o “Last Day of Magic” (pelo menos por cá e por agora), e fechamos com “No Wow”.

Completamente esgotado, estávamos todos feitos sardinhas enlatadas, peixes fora de água, a gingarmos como nos era permitido no pouco espaço que tínhamos, mas levámos connosco o melhor dos The Kills: eles próprios. Houve magia, houve cumplicidade, houve amor, houve tudo nesta noite. Podemos repetir tudo uma e outra vez? Por favor?

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Texto: Mónica Ferreira

Fotografias: Bruno Ferreira

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