Os Slayer estão de regresso a Lisboa para apresentar “Repentless”, o seu aclamado 11º disco de originais. A banda sobe ao palco do Coliseu de Lisboa no próximo dia 5 de junho.

Poucos são aqueles que se atrevem a questionar a relevância de um grupo como os Slayer – ou o impacto de discos como “Reign In Blood”, “South Of Heaven” ou “Seasons In The Abyss”, apenas três dos mais aplaudidos num catálogo sem mácula. É exatamente por isso que Araya, King, Hanneman e Lombardo são, há mais de três décadas, os porta-estandartes de tudo o que é hoje o som extremo. Do death ao black metal, são eles uma força unificadora num universo cada vez mais dividido por uma quantidade incontável de géneros e subgéneros.

Foi aquando do lançamento de “Reign in Blood” (1986) – terceiro disco de estúdio – que os Slayer se transformaram naquilo que são hoje. Este é ainda um dos álbuns com mais peso na sua carreira, ao ponto de outros artistas tentarem recriá-lo mas sem sucesso. Até os próprios perceberam que tal não era possível e em “South Of Heaven” trataram de colocar um pé no travão.

Hoje, oito álbuns depois e já sem os elementos fundadores Jeff Hanneman e Dave Lombardo na formação, são definitivamente uma banda bem diferente, mas há uma coisa que ninguém lhes pode negar – serão, para a eternidade, um dos nomes mais revolucionários, influentes, emblemáticos e resilientes saídos da música extrema.

Dúvidas restassem em relação à sua vitalidade, algo estranho se tivermos em conta o intocável fundo de catálogo da banda, o mais recente registo de estúdio, “Repentless”, editado há dois anos, tratou de desfazê-las. Quando, já após o polémico afastamento do baterista Dave Lombardo na reta final da tour mundial de promoção a “World Painted Blood”, o guitarrista Jeff Hanneman faleceu inesperadamente em Maio de 2013, o futuro dos Slayer tornou-se subitamente incerto. Valeu-lhes, a eles e à sua vasta e devota base de seguidores, a resiliência do guitarrista Kerry King que, com o baixista/vocalista Tom Araya estoicamente ao seu lado e a preciosa ajuda de Gary Holt na guitarra e Paul Bostaph na bateria, tornaram real o 11º álbum do mítico quarteto californiano.

Com “Take Control”, “Cast The First Stone”, “When The Stillness Comes” ou “You Against You” mantiveram inalterada a agressividade selvagem que os tornou famosos, renasceram como se ainda tivessem algo a provar e, três décadas depois de terem dado os primeiros passos, continuam a afirmar-se como uma das mais distintas e poderosas bandas sobreviventes do boom thrash dos anos 80.

O espetáculo tem início para para as 21h e as portas do recinto abrem uma hora antes. Os bilhetes para o concerto custam 32€, à venda a partir do dia 20 de janeiro, nos locais habituais.

Comentários