Os Slayer passaram esta segunda-feira, dia 5, por Lisboa onde atuaram perante um Coliseu dos Recreios bastante bem composto e sedento de trash metal.

Tocava o relógio as 21h00, quando, perante um Coliseu já bem composto, subiam ao palco os nacionais Rasgo, escolhidos para abrir o concerto dos Slayer. O primeiro concerto desta banda, que debitou o seu thrash metal, cantado em português, durante pouco mais de 30 minutos.

E, para primeira vez em palco, o saldo é muito positivo. Liderados por um vocalista dinâmico e bastante comunicativo com o público, conseguiram fazer aquecer a plateia, com um thrash metal puro, com solos de guitarra muito bem conseguidos, e com um grande poder da bateria.

O público gostou, espera-se uma carreira promissora desta nova banda. Aguardemos futuras actuações, para percebermos o crescimento e desenvolvimento dos Rasgo.

Rasgo

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Nome maior do metal e um dos componentes dos chamados Big Four do thrash metal, os Slayer voltavam a Portugal para apresentar Repentless, o seu último álbum editado em 2015, o 11.º registo de originais do grupo criado em 1981 em Huntington Beach (Los Angeles), sucessor de World Painted Blood (2009).

Com o Coliseu dos Recreios cheio como um ovo, o público estava sedento para ver e ouvir a actuação dos monstros do Thrash Metal. Aos primeiros acordes de “REPENTLESS”, explosão de energia no público, com os slayer a debitarem a sua música com uma velocidade alucinante.

Não havia tempo sequer para dizer Good Night à plateia, as músicas seguiam umas atrás das outras (Anti Christ, Disciple, PostMortem, Hate Worldwide,e War Ensemble), a um ritmo imparável.

O som roçava a perfeição, o quarteto mostrava-se coeso, e nem os falados problemas com a voz de Tom Araya se faziam notar. O massacre musical continuava, com Stillness, You against you, Mandatoty suicide e fight till death.

Gary holt, que substituiu o malogrado Jeff Henneman, após o seu falecimento em 2013, mostrava todo o seu virtuosismo na guitarra, ficando a certeza de que os SLAYER têm um guitarrista à altura do grande JEFF. A melodia seguia com, Dead Skin Mask, hallowed point, Die by the sword e Black magic.

Paul Bostaph dava um autêntico show na bateria, com uma qualidade e um poder impressionantes. Aproximava-se o último terço da actuação, e sentia-se no público, que daqui em diante, iam desfilar os grandes e maiores temas da banda.

E assim foi, com Tom Araya e Kerry King a liderarem e a mostrarem que são e serão sempre a alma e o coração dos SLAYER, vieram os temas Seasons in the Abyss e Hell awaits. Mas, e como se esperava, os 20 minutos finais, foram simplesmente arrasadores, com South of Heaven, Reign in blood e Angel of Death para terminar.

Que mais poderíamos pedir? Mais nada. 1h40m depois o coliseu dos recreios aplaudia a uma só voz os deuses SLAYER, num concerto brutal e que ficará na memória de todos os que tiveram a oportunidade de assistir.

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Texto: José Teixeira

Fotografias: Bruno Ferreira

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