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Simple Minds, don’t you forget about Coliseu do Porto!

Simple Minds
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Depois de Lisboa, foi a vez do Porto de receber os Simple Minds em formato acústico. Um Coliseu repleto dos verdadeiros fãs da banda que vibrou do início ao fim.

Foi na década de 1980 que os Simple Minds atingiram o seu auge e foi nessa mesma altura que conquistaram uma legião de fãs que os tem vindo a acompanhar ao longo destes anos. Agora foi a vez de Portugal receber os escoceses  num formato acústico.

Ao entrarmos na sala, deparámo-nos com um palco bem composto, com um lustre, os instrumentos bem dispostos, com uma decoração adequada ao tipo e idade dos Simple Minds.

“Como todos sabem nós vimos da Escócia, terra do whisky, do Monstro do Lohcness, terra das pessoas que dizem não ao Brexit”, disse-nos Jim Kerr pouco tempo depois de subir ao palco para nos apresentar KT Tunstall que estava encarregue da primeira parte do espetáculo.

A artista de 41 anos que aterrou pela primeira vez em terras lusas aquando deste espetáculo, disse-nos, na língua de Camões,  que estava muito feliz por estar na Invicta com “a melhor banda do mundo” e despediu-se de nós com um alegre “divirtam-se” para dar início ao espetáculo com “The Entertainer”.

Sozinha em palco, acompanhada da sua guitarra acústica, foi fazendo as delícias do público que não hesitou nem por um segundo em acompanhá-la em vários temas com aplausos. A sua atuação terminou com “Suddenly I See”, parte integrante dos grandes êxitos dos anos 2000.

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Depois de uma breve pausa, estava na hora dos Simple Minds subirem ao palco. Muitos não abandonaram os seus lugares durante o intervalo, outros passearam-se pelo Coliseu em passos apressados para garantir que não perdiam nem um minuto do concerto.

A sala estava completamente às escuras. A grande maioria estava com os telemóveis na mão para registar a entrada da banda em palco. A bateria é a primeira a ser povoada e do nada parecíamos estar numa discoteca com uma batida rápida e ritmada contraditória ao jogo de luzes sóbrio. Seguiu-se o grupo de cordas e finalmente Kerr.

O espetáculo arrancou com “New Gold Dream” e Kerr não perdeu tempo e passeou-se pelo meio da plateia que não se coibiu de tirar um par de selfies e de apertar a mão ao escocês. Durante toda a noite a banda mostrou-se bastante bem-disposta, com uma energia contagiante e o vocalista não perdeu a oportunidade de, entre canções, revelar o seu sentido de humor, como quando recorda a união que tem com Charlie Burchill há já 40 anos e como tinha cabelo naquela altura.

Aplausos e mais aplausos e em “Stand By Love”, os mais desinibidos descolaram das cadeiras e deram um pezinho de dança, no meio de alguns saltos.

Sarah Brown acompanhava os Simple Minds no coro e, como já seria de esperar, é dotada de uma voz um tanto ou quanto potente e interpretou irrepreensivelmente “Dancing Barefoot”, uma versão de Patti Smith. Isto logo depois de Gordy Goudie brilhar com  uma versão de “Andy Warhol”, um original de David Bowie. Isto tudo após Kerr nos confessar o choque que foi, no ano passado, receber a notícia da morte do “camaleão”.

A certa altura, foi-nos explicado pelo vocalista da banda o porquê desta opção de um concerto em formato acústico. Foi há duas décadas, quando estava no auge a ideia do “acústico”, que surgiu esta ideia que não ganhou pernas para andar na altura pelos próprios porque seria algo “chato”. Contudo, no ano passado repensaram, e em troca de dois chocolates (que foram direitinhos para Charlie) e uma quantia de dinheiro relevante à mistura vinda de um produtor suíço, lá deram uma hipótese e seguiram viagem.

Para muitos pode ser estranho este conceito aplicado aos Simple Minds. Pode deixar outros tantos tristes e desiludidos com esta escolha mas até então, o concerto corria às mil maravilhas e não se viam caras de “enjoados” entre o público, muito pelo contrário: sorrisos de orelha a orelha, corpos a gingar nas cadeiras, pés a bater no chão ao compasso da canção, tudo nos conformes como seria de esperar.

Num alinhamento que primava pela diversidade de temas que abrangiam alguns dos clássicos da banda, é claro que não faltaram a “Waterfront” e a mítica “Don’t You (Forget About Me)”. Escusado será dizer que nesta segunda foi o descalabro e o Coliseu do Porto virou um salão de baile. As cadeiras parecia que tinham umas molas que, logo aos primeiros acordes, impulsionou tudo e todos e a timidez foi posta de lado.

Para o encore ficaram guardadas também algumas pérolas como a “Alive And Kicking” que Kerr fez logo questão de avisar antes de dar início à reta final do espetáculo que seria ouvida. E foi, no final. Foi assim que terminou a noite de quinta-feira, mostrando que tanto os Simple Minds como o público portuense está mais do que vivo e pronto às as curvas.

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Texto: Mónica Ferreira

Fotografias: Bruno Ferreira

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