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Sia não aqueceu nem arrefeceu MEO Sudoeste

Sia
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Com Sia e Steve Aoki a encabeçar o quarto dia do MEO Sudoeste, cerca de 48 mil pessoas rumaram até à Herdade da Casa Branca. Diogo Piçarra e James Morrison foram os primeiros a fazer as delícias do público.

Até agora, este sábado foi o dia que o MEO Sudoeste albergou mais gente nas suas instalações. Com Diogo Piçarra e James Morrison a fazerem as honras da casa, os festivaleiros começaram-se a dirigir em massa para a frente do palco afim de conseguirem o lugar ideal para assistirem ao concerto de Sia.

Por volta das 00h30, Sia subiu ao Palco MEO do festival dando início ao espetáculo com “Alive”, um tema que tinha composto especialmente para Adele. Surgiu-nos com a sua peruca já tão característica branca e preta, muito ao estilo de Cruela, com um laço gigante na cabeça, toda de branco e com bailarinos a formarem-lhe um vestido de folhos. Colocada depois estrategicamente ao fundo do palco, no lado esquerdo, prosseguiu com “Diamonds”, que compôs para Rihanna.

Tudo fazia prever que este seria “O” concerto do MEO Sudoeste, mas a verdade é que ficou um pouco aquém. A artista australiana trouxe até à Herdade da Casa Branca um espetáculo diferente dos que tinham por lá passado, que primou por um alinhamento de luxo e um jogo de contraste entre o que nos era mostrado nas telas laterais do palco e o que estava a acontecer em palco.

“Cheap Thrills” animou os festivaleiros, concentrando ainda mais pessoas em frente ao palco. Contudo, após este tema, era clara a expressão de algum descontentamento do público. Ela não interage connosco, não faz pausas e percorre todos os seus grandes êxitos em velocidade cruzeiro.

Foram várias as vezes que Sia referiu em entrevistas que não quer as atenções centradas em si, ela quer privacidade – até muito por causa da vida que levou até algum tempo antes de se lançar a solo – e isso estava explícito neste concerto. Os protagonistas foram os bailarinos que de forma exímia executaram coreografias bem estruturadas dando-nos a conhecer o melhor da dança contemporânea.

A meio do espetáculo foram vários os festivaleiros que partiram rumo a outras diversões e nas últimas filas havia mais gente sentada do que em pé. Apesar de não ser uma atuação explosiva, Sia fez o seu papel e levou-nos a concluir que não é artista para grandes festivais. Numa sala mais pequena, com maior proximidade aos fãs, teria sido um concerto para se desfrutar e sentir as canções expressas através dos bailarinos.

O concerto terminou com “Chandelier”, um dos temas mais conhecidos do público que levou a que a grande maioria juntasse as suas vozes às de Sia ao mesmo tempo que empenhavam os seus telemóveis para gravar o momento. Para surpresa de todos, a australiana dirige-se a nós com o “obrigado” em inglês e na língua de Camões.

Uma hora de um espetáculo conceptual, com uma realização digna de Hollywood, mas que não encheu as medidas de todos os festivaleiros. “Que desilusão”, “Só isto?”, “Que seca”, foram alguns dos comentários proferidos por aqueles fãs que, quiçá, tinham as expetativas demasiadamente elevadas.


Texto: Mónica Ferreira

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