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Shawn Mendes, o delírio da MEO Arena

Shawn Mendes
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Um ano depois, Shawn Mendes voltou a Lisboa para apresentar o seu mais recente disco. O jovem cantor, atuou perante um MEO Arena esgotado esta quarta-feira, dia 10 de maio.

Foi de braços abertos que a MEO Arena recebeu o último grande sucesso da pop “made in Canadá”. A primeira parte do espetáculo ficou a cargo de James TW que foi o artista convidado para acompanhar Shawn Mendes nesta digressão europeia de apresentação de “Illuminate”, editado em setembro passado.

À hora marcada, com uma pontualidade britânica invejável, as luzes da MEO Arena apagaram-se para dar lugar ao vídeo de introdução aos espetáculos da “Illuminate World Tour” e, alguns minutos depois, o lusodescendente subiu ao palco e os fãs (maioritariamente do sexo feminino) entraram em completo delírio. É que este moço de 18 anos, considerado pela revista Time como um dos 100 jovens mais influentes do mundo, arrebata o coração das jovens e nem é preciso muito.

Havia um enorme globo centrado no meio do pavilhão que oferecia um espectáculo multimédia, que conjugado com os telemóveis do público fez o seu “brilharete”. O concerto arrancou com  “There’s Nothing Holdin’ Me Back”, como já tem sido habitual nesta digressão, mas os gritos de apreço dos fãs tornaram este momento em tudo menos especial. É que tal êxtase conseguiu abafar o cantor com sangue português não o deixando fazer-se ouvir em condições.

“The Weight” foi a canção se seguiu e, mais uma vez, os fãs juntaram as suas vozes a Shawn Mendes que, acompanhado pela sua guitarra, mostrou o porquê de tanto “zum zum” em torno da sua pessoa e música. Sorrisos, boa disposição, acompanhados de um “obrigado” pela nossa presença neste espetáculo e o jovem cantor conta-nos que “A Little Too Much” foi composta na casa de banho. Estranho ou não, a verdade é que é uma das mais apreciadas pelo público em geral logo é a prova que não deu asneira. “Percebi que esta canção era importante quando dei início a esta digressão”, e dá-nos os primeiros acordes deste tema que é parte integrante de “Handwitten” (2015).

Se até então as emoções estavam à flor da pele, com lágrimas aprisionadas à força com um medley que incluía “I Don’t Even Know Your Name”, “Aftertast”,  “Kid in Love” e “I Want You Back”, abriram-se as comportas e foi dilúvio total.

Apesar de as canções estarem todas na ponta da língua, o público ansiava pela afamada “Stitches”. E ele deu-nos. Costuma-se dizer que à terceira é de vez mas, neste caso, foi à sexta. Telemóveis e mais telemóveis, a fazerem da noite dia na MEO Arena, gritos, coros, enfim, um verdadeiro delírio muito delicioso para o ídolo que estava ali mesmo à nossa frente.

Estava na altura de acalmar um pouco e Mendes atirou-nos com “Bad Reputation” e “Ruin” e quem estava quase sem voz era o próprio do artistas que tentava alcançar o volume vocal dos fãs.

Acompanhado por um coro de 12500 vozes, Shawn passou para o segundo palco que se encontrava mesmo no centro da sala e, do seu piano, soaram os acordes do refrão de “Castle On The Hill”, um original de Ed Sheeran e prosseguiu viagem com ” Life On Party”. Aqui a plateia estava já bem mais calma (cansada quiçá), e deixou o músico brilhar, evitando grandes esforços.

Antes de retornar ao palco “principal”, ouviu-se ainda “Three Empty Words”, “Patiente” e “Rose” onde, nesta última, ofereceu a uma fã uma rosa. Se durante este tema ele canta-nos que não sabe se deixa morrer ou não, espalhados pelo recinto estão diversos cartazes onde se pode ler “vamos deixar crescer”. Afinal de contas quem é que no seu perfeito juízo (do público) quer que a “rosa” Shawn Mendes “morra”? Ninguém, como é óbvio.

Já lá mais ao longe, naquele que era o palco principal, fomos brindados com “No Promises”, “Understand” e “Don’t Be a Fool” e mais uma vez, que coro exemplar que nós fomos!

A primeira parte do espetáculo terminou com “Mercy”, um dos maiores êxitos da sua carreira, e com a promessa de que nem nós nem o cantor “Never Be Alone”

O “grand finale” deu-se com “Treat You Better”, um tema que apela a todos que a violência doméstica não é uma condição obrigatória, que deve ser denunciada, e que ninguém a deve aceitar. Afinal o moço com 18 anos sabe muito bem passar as mensagens mais corretas com as suas canções e a verdade é que o público as recebe de corações ao alto.

Este foi sem sombra de dúvidas um enorme espectáculo, inesquecível para todos aqueles jovens que ficaram horas e horas a fio na fila para assistirem a este concerto.


Texto: Pedro Raimundo

Fotografia: Everything is New

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