Estreia quinta-feira, dia 18 de junho, nos cinemas portugueses o filme “San Andreas“. Um filme americano de acção e aventura onde podemos contar com Dwayne Johnson, Carla Gugino, Alexandra Daddario, Kylie Minogue como parte do elenco no filme realizado por Brad Peyton.

A falha geológica de San Andreas cede por completo e desencadeia uma série de pequenos abalos de terra que antecedem o verdadeiro terramoto de magnitude máxima que destrói por completo a Califórnia. Ray Gaines (Dwayne Johnson), um piloto de helicópteros de salvamento bastante experiente faz uma viagem bastante perigosa com Emma (Carla Gugino), sua ex-mulher, desde Los Angels até São Francisco para salvar Blake (Alexandra Daddario), a única filha do casal.

É um filme bastante cliché, que relata mais uma situação de destruição extrema na América. Ray estava ao telefone com a ex-mulher quando se começam a sentir os primeiros abalos e de imediato Ray inicia a operação de salvamento de Emma que se encontra num dos prédios mais altos da cidade. Blake liga para o progenitor para a ir salvar visto que o namorado da mãe a abandonou no carro onde seguiam depois do veículo ter sido atingindo por um bocado do tecto, matando de imediato o condutor e prendendo as pernas da adolescente. Ray e Emma vão juntos salvar a filha.

Com os terramotos e réplicas, os primeiros estragos e mortos são feitos na barragem de Hoover, que cede por completo e onde morre Dr. Kim Chung (Will Yun Lee) que estava a testar um novo aparelho que antevia qualquer futuro “abanão” da terra. A destruição de São Francisco é mostrada ao detalhe, com um 3D bastante real das alterações da terra, as rachas na terra, e os buracos que engolem gentes e carros. É um filme fantástico para quem gosta daqueles de dramas onde todos morrem menos o que está na verdadeira situação de perigo, onde o heroísmo é exagerado.

Entre terramotos, milhares de mortos há ainda um enorme tsunami. Ray e Emma já estão num barco em busca da filha quando o piloto se apercebe que a maré está a vazar rápido demais e ruma logo em direcção ao tsunami. Mais uns quantos barcos vão em direcção à catástrofe visto que a única forma de saírem dali vivos é passarem por cima da onda gigante antes dela rebentar. Muitos dos outros barcos ficam para trás mas o barquinho do herói salva-se mas não facilmente. Ray para além de ser um mestre em salvamentos de helicóptero é ainda bastante ágil a conduzir barcos. Isto porque quando estavam quase a chegar ao topo da onda, deparam-se com um enorme cargueiro que começa a “lançar” grandes contentores, mas como é óbvio, nada acontece ao casal.

Blake é uma menina bem ensinada. Com um pai que é o homem dos sete ofícios, sabe como se desenrascar e sobreviver em situações de extrema necessidade depois de acidentes naturais ou não. Ela e os irmãos ingleses que conheceu na empresa de Daniel, Ben e Ollie, vão em sentido contrário ao resto das pessoas e isso é o que os safou.

Ray e Emma já tinham perdido uma filha, Mallory, que se afogou quando desciam o rio numa canoa e o mesmo virou. Ray nunca superou o facto de não ter conseguido a filha e, pelo que nos é dado a entender, foi essa não aceitação e culpabilização que levou ao afastamento e quase divórcio do casal.

Com a empresa inundada e os três amigos fechados lá, usam um laser verde para chamar a atenção de Ray e Emma. O pai mergulha heroicamente na água que supostamente está cheia de escombros, pedras e afins mas nessa altura ficou limpa e tépida. Blake desiste e tentar lutar para sair do compartimento onde está presa e acaba por se afogar. O pai ao ver aquele cenário, lembra-se do que aconteceu à sua outra filha e vai buscar forças onde nem ele sabe e consegue levar a filha para a superfície. A mãe ao ver o ex-marido a tentar reanimar, toma conta do leme do barco, quase que de borracha, e vai em direcção aos vidros e consegue salvar a família e os amigos. Depois de tentarem reanimar e Ray quase a desistir Blake vem a si e toda a catástrofe acabou. Ou seja, acabaram-se os sismos, os abalos e os tsunamis, e a América reergue-se novamente de forma heróica.

Todo o filme é cliché, com o patriotismo americano evidenciado. Contudo há quem diga, quem possa pensar que há uma mensagem subliminar no filme: que devemos sempre ajudar o próximo seja em que situação for. Nunca devemos abandonar ninguém para nos tentar salvar ou pode-nos acontecer o que pensávamos estar a evitar ao deixar para trás os outros. Nesta caso concreto do filme, o namorado de Emma deixa Blake entalada no carro para se tentar salvar dizendo que vai em busca de ajuda. Ele até ia, até começar a ver o tecto a cair e ficar apavorado.

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