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Samuel Úria apresenta “Carga de Ombro” num espetáculo cheio de surpresas

Samuel Úria
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Samuel Úria apresentou esta quinta-feira “Carga de Ombro”, o seu novo disco, na Casa da Música do Porto. Um concerto diferente com algumas surpresas e convidados especiais.

Não estava esgotado, diziam os dados, mas a verdade é que a Sala 2 da Casa da Música estava completamente cheia de fãs e surpresas. Na noite chuvosa de quinta-feira, Samuel Úria subiu ao palco com uma trupe de músicos atrás: os ex Pontos Negros e deu início ao espetáculo com “Dou-me Corda”, o single de estreia de “Carga de Ombro”.

Estava na hora de “Espalha-Brasas”, tema de “O Grande Medo do Pequeno Mundo” (2013), um primeiro momento pop que começou a agitar todos os presentes.

“Aeromoço”, o terceiro tema do alinhamento deste concerto, foi dedicado a um grande amigo, “que vive algures entre a terra e o céu”: Bruno Morgado. Na verdade, esta canção não foi só dedicada como também inspirada no repertório do músico português.

Vestido de preto, com um apontamento ou outro em castanho, com uma luz sobre si, e uns quadros pendurados com umas ilustrações ao estilo de BD alusivas a Úria de onde se destacava uma onde podíamos ver uma mão com uma cassete na mão, rodeada de mar, muito ao estilo de Camões e os Lusíadas. Será Samuel o Camões da música? Pelo menos da sua é. Todo este cenário simples, mas que nos faz pensar, ao som de “Eu Nem Lhe Tocava”. Uma interpretação acústica seguida de “Repressão”, uma canção do novo trabalho, que arrebatou os presentes com as suas batidas explosivas.

“Carga de Ombro”, canção que empresta o título ao álbum, foi um dos pontos mais altos da noite. A voz natural, pura e crua de Samuel, com a slide guitar como pano de fundo, acompanhada por uma mestria de teclados, tudo isto com um coro irrepreensível que aveludavam cada tema.

As surpresas estavam prometidas, até porque já se sabiam algumas coisas do concerto de Lisboa. Miguel Ferreira foi o primeiro convidado da noite onde, entre alguns momentos de humor, tocou ao lado de Úria em “Vem Por Mim”, “Cabo do Medo” e “Graça Comum”.

“Lenço Exuto”, estreada no Hard Club e feita para cantar com Manel Cruz. “Se ele estivesse aqui vinha aqui cantar”, e não é que estava? Outra surpresa: Manel Cruz, ex Ornatos, sobe ao palco, misturando a sua voz com a Úria, dando o toque final a este tema que já de si é intenso. A meio da canção a banda entra em palco e tudo explode; com um jogo de luzes fantásticos e de facto um “Homem não pode chorar”, só se for de alegria pelo que acabou de acontecer. Este foi um dos temas mais aplaudidos da noite.

“Ei-lo”, contou com a colaboração de Ana Bacalhau, que arrebatou tudo e todos num dueto com Samuel. A mistura de vozes, a forma como casavam, a forma como Ana se fez sentir e ouvir mexeu com todos, até mesmo no tema que se seguiu, “Não Ouviste Nada”, parte integrante de “Mundo Pequenino” (2013).

Para terminar esta primeira do concerto, “O Diabo” foi a canção escolhida e, depois de tanta energia, de certeza que havia alguém com o “diabo no corpo”, pelo menos pela inquietação de que o espetáculo estava na reta final.

Para o encore ficaram guardados “Essa Voz” e mais uma (belíssima) surpresa. Nunca sabemos o que podemos esperar de Samuel Úria, até porque ele é uma espécie de caixinha de surpresas, que nos deixa sempre sem saber o que dali vem mas, o que vem, é sempre em bom. Prova disso, além dos convidados de luxo, foi a forma como introduziu “Teimoso”: com uma homenagem a Prince, que nos deixou há pouco tempo, num falsete muito ao estilo da estrela, faz uma alusão a “Kiss”.

“Lamentação” fechou a noite de quinta-feira na Casa da Música, depois de nos ter sido dado a conhecer “Carga de Ombro”, ao mesmo tempo que viajámos pelos temas mais emblemáticos da carreira de Samuel Úria. Todos os que compraram o bilhete foram presenteados com um disco.

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Fotografias: Bruno Ferreira

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