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Saga “Mad Max” de volta aos cinemas

Saga "Mad Max" de volta aos cinemas
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Mad Max: Estrada da Fúria“, quarto capítulo da saga “Mad Max”, estreia hoje (15 de Maio) nos cinemas. É um filme australiano de ação e ficção pós-apocalíptica realizado, produzido e co-escrito por George Miller. Há 36 anos estreava o primeiro filme da saga, influenciado pela crise de petróleo de 1973, que levou muitos condutores à prática de atos de violência.

Considerado por muitos o “pai” dos filmes de ação distópica, “Mad Max” descrevia um mundo arrasado, com estradas abandonadas pela civilização, que contava com um grupo de policias para tentar manter a ordem enquanto vários ganges cometiam diversos crimes terroríficos. Max Rockatanksy (Mel Gibson), perde por completo a fé na justiça após o gangue de Toecutter assassinar a sua família.

Mad Max teve mais duas sequências: “Mad Max: The Rode Warrior” (1981) e “Mad Max Beyond Thunderdome” (1985).

Max Rockatansky (Tom Hardy – sucessor de Mel Gibson) explica enquanto é perseguido pelas dunas quentes e alaranjadas do deserto da Namíbia, que anos depois de algum cataclismo inexplicável, o mundo caiu em desordem, sem qualquer tipo de lei.

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(Fotografia retirada de http://www.madmaxmovie.com/)

A perseguição termina com a captura de Max que acaba por ser preso e torturado na Cidadela, um reduto deserto governado por Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), que tem escravizado e aterrorizado a população local ao racionar de forma avarenta o abastecimento de água.

Hugh Keays-Byrne, surge desta vez como Immortan Joe. Recorde-se que no primeiro filme da saga Hugh interpretava o papel de Toecutter mas reaparece no quarto filme da saga Mad Max praticamente irreconhecível, caraterizado de forma completamente diferente.

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(Fotografia retirada de http://www.madmaxmovie.com/)

Perseguido pelo seu passado, Max acredita que a melhor forma de sobreviver é não depender de ninguém para além dele mesmo. Apesar desta sua ideologia, acaba por se juntar a um grupo de rebeldes liderado pela ImperatrizFuriosa (Charlize Theron) que planeia uma fuga de Wasteland em busca do lugar ideal, com paz, longe de Immortan Joe.

Furiosa, roubada ainda quando era criança, serviu de capacho a Immortan Joe, surgindo no filme com um olhar triste, amargurado, com um braço biónio e ainda com o cabelo rapado.

Charlize Theron interpreta de forma brilhante o papel que lhe foi atribuído. De facto, ela pode ser considerada como uma segunda protagonista desata história ou até quiçá a protagonista, visto que toda a trama se desenvolve a partir da história e da missão de Furiosa.

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 (Fotografia Warner Bros.)

Com os recursos cada vez mais escassos e com a situação de necessidades extremas a levar os mais fracos à loucura, Immortan Joe, revoltado com a traição de Furiosa, reúne um grupo de rebeldes, conhecidos como mercenários ferozes, e dá início a uma perseguição violenta e impiedosa ao grupo liderado pela imperatriz afim de recuperar algo que reclama como sua propriedade: as Esposas – grupo constituído por cinco mulheres férteis, escolhidas para gerar filhos perfeitos do vilão da história.

Nux (Nicholas Holt), um Rapaz da Guerra é trazido para Cidadela e treinado para ser mecânico. Agressivo, ansioso e guiado pelo impulso, sofre uma mudança dramática: passa a estar do lado de Furiosa e Max, ajudando-os ao longo de todo o percurso. Jovem bastante doente, com dois tumores mortais a quem chama carinhosamente de Larry e Barry, usa Max como doador de sangue no início do filme, chegando mesmo a apelidado no filme como “saco de sangue”.

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 (Fotografia retirada de http://www.madmaxmovie.com/)

Com este filme, George Miller mostra-nos que foi tudo pensado ao pormenor desde os figurinos, aos diálogos, aos cenários fantásticos, de cortar a respiração da Namíbia. Miller neste filme quis recorrer o menos possível aos efeitos especiais pelo que, na sua maioria, o que vemos existe mesmo, foi criado fisicamente, de forma palpável para este filme.

“Mad Max: Estrada da Fúria” é sem dúvida mais complexo a nível técnico mas em termos conceituais, é bastante mais simples. De notar que apesar das diversas peripécias automobilisticas, com a adrenalina da velocidade, um pouco de forma algo exagerada, o filme consegue manter sempre o seu foco.  É sem dúvida um renascer da saga Mad Max.

De todas as narrativas de Mad Max, a do segundo filme (“Mad Max: The Rode Warior”) pode ser considerada a mais consistente daí ter sido claramente usada como ponto de partida para “Estrada da Fúria”. A trama deste quarto filme desenvolve-se em torno da história de Furiosa e sem dúvida, até agora, um dos melhores filmes de 2015.

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