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Que o amor de Santana esteja convosco

Santana
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Carlos Santana esteve esta terça-feira pelo Pavilhão Multiusos de Gondomar com a digressão “Luminosity 2016”, que promove o último longa duração lançado em abril deste ano: “Santana IV”. Um concerto repleto de mensagens de incentivo ao amor e à paz e a multidão esteve de corações ao alto a receber o amor de Santana.

A noite desta terça-feira foi algo de especial. Carlos Santana ia atuar no Multiusos de Gondomar e isso levou centenas de pessoas ao recinto. Com elas vinham os suspiros pelos grandes êxitos, como se estes estivessem a fazer uma fila para saltarem cá para fora (e saltaram mesmo!).

Eram perto das 21h e as pessoas não paravam de chegar. Aos pares, sozinhas, aos grupos, não interessava. Gente e mais gente a apoderar-se do Pavilhão Multiusos de Gondomar. Gente mais velha, mais experiente, que teve certamente Carlos Santana a acompanhar-lhes o crescimento e o nascimento dos filhos, etc. etc..

Carlos Santana, de fatinho branco, t-shirt vermelha, chapéu e óculos de sol, entrou em palco ao som de “Watermellon Man” do mestre do Jazz Herbie Hancock, juntamente com a sua banda pronto para levar o Multiusos ao rubro. Não foi preciso muito para começar a incendiar o pavilhão. Aos primeiros acordes de “Soul Sacrifice” e com um “Are You Ready People?”, lá arrancou o espetáculo pondo de imediato tudo e todos a mexer.

A primeira pausa que Santana faz no espetáculo para se dirigir ao público é exatamente para o elogiar. “Eu olho-vos nos olhos e vejo… beleza”. Beleza, beleza foi estarmos a assistir ao espetáculo deste grande senhor e dos seus músicos, isso sim.

O concerto continuou até “Maria Maria”, que inundou o pavilhão com os ritmos latinos e quentes desta canção que já nos é tão conhecida. Não havia uma única pessoa que não soubesse a letra desta canção. Vá, um ou outro miúdo que lá estava a acompanhar os pais. Simpático como é, mostrando sempre querer ter uma ligação connosco e espalhar a magia do amor e da paz, deixou uma criança que estava nas primeiras filas nos ombros do pai tocar na sua guitarra e ainda ficar com a palheta (quem nos dera ser criança, estar na primeira fila e tocar guitarra, a guitarra de Carlos Santana).

Desengane-se quem pensa que o espetáculo era de Carlos Santana. Não era, nem foi. Foi dele, e de todos os outros músicos que o acompanharam. Todos tiveram o seu momento para brilhar, para mostrarem os seus dotes musicais e raios, conquistaram-nos de imediato. Quer o baixista quando nos pôs a todos a cantar Louis Armstrong e num momento de silêncio instrumental só se ouvia “what a wonderful world”, quer o grande solo de Cindy em “Corazon Espinado”, foram momentos de cortar a respiração. Até quando o outro guitarrista nos põe a cantar a plenos pulmões “Roxanne”.

É de conhecimento geral a onda de terror que se anda a espalhar pelo mundo com ataques terroristas atrás de ataques, partilhas de vídeos e imagens que instauram o pânico, o medo e o caos no mundo. Mas a situação em África não é, nem nunca foi, das melhores e torna-se a dirigir a nós mas pra nos passar uma mensagem: “Desliguem as televisões e sintam o amor, atinjam a paz de espírito.”. Isto a meio de “A Love Supreme”.

“Oye Como Va”, foi a canção escolhida para encerrar esta primeira parte (e bastante longa) do concerto. A banda saiu de palco mas por pouco tempo. Em menos de nada já estavam a deliciar-nos com “Smooth” que colocou o pavilhão em autêntico alvoroço. Seguiu-se “Toussant L’overture” e “Love, Peace and Happiness”.

Quem viu o alinhamento do concerto logo no início (sim, fomos espreitar à reggie para acalmar a ansiedade) pensava: “18 temas, hora e meia e acabou”. Errado. Totalmente errado. Foram de facto 18 temas, já a contar com o encore, mas três horas de concerto. Claro que saímos de lá com o suor a pingar, e com os ritmos “calientes” ainda a tomar-nos conta do corpo. Um concerto que vai ficar marcado em cada um daqueles que estiveram lá para assistir e que não nos vai sair da memória, pelo menos tão cedo.

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Para acederes à galeria completa clica aqui.


Texto: Mónica Ferreira
Fotografias: Bruno Ferreira

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