Os Quatro e Meia estiveram ontem na Casa da Música para uma noite em acústico com vários convidados. A banda que começou o seu percurso em 2013 em jeito de brincadeira mostrou estar à altura de grandes palcos e revelou que em 2018 já tem data marcada no Coliseu do Porto.

Os Quatro e Meia subiram ao palco pouco tempo depois da hora combinada. Uma voz-off dava o mote para o início do espetáculo e mostrava desde logo o registo animado e humorístico que a banda manteve durante todo o concerto.

“É sempre um prazer vir ao Porto, principalmente a esta sala” – A Casa da Música não é um palco novo para os Os Quatro e Meia mas foi evidente a felicidade da banda em ver a sala Suggia quase lotada para os ver. A cumplicidade entre os seis membros da banda foi evidente e tornou o espetáculo mais animado. A prova está na constante brincadeira com a altura de Rui Marques. O contrabaixista é a razão do “meia” e é constantemente o alvo da brincadeira pela sua altura.

“Pontos nos i’s” foi a escolhida para começar. A canção que é o nome do 1º álbum da banda lançado em Junho de 2017 abriu as hostilidades e testou desde logo a afinação da plateia. Seguiram-se “Chorinho” e “Bom Rapaz”, esta segunda, uma música dedicada a todos os adultos que ainda vivem na casa dos pais com todas as mordomias – “É uma autobiografia de um amigo nosso conhecido por ser baixinho e tocar contrabaixo” – brincou o vocalista.

Momento para chamar o primeiro convidado. Pedro Tatanka subiu ao palco e interpretou “Se Eu Pudesse Voltar”, um tema que fala das coisas que, por vezes, deixamos por fazer. Antes de sair, houve ainda tempo para “O Alfaiate”, um tema escrito e composto pelo convidado.

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“Esta próxima música exigiu um estágio com o Dengaz” – Em jeito de brincadeira, Tiago Nogueira introduziu o tema “Não respondo por mim”. O vocalista brincou com o facto da música ter uma parte mais acelerada onde parece quase um rap. O videoclipe deste tema foi gravado no Porto e retrata a dificuldade em enfrentar o trânsito nos grandes centros.

“Senhores, antes de chamarmos o próximo convidado, prendam as vossas filhas” – Altura para chamar Tiago Nacarato para o tema “Minha Mãe Está Sempre Certa”. O vocalista d’Os Quatro e Meia brincou várias vezes com o charme do convidado que pisou pela primeira vez o palco da Casa da Música. Antes de abandonar o palco, Tiago Nacarato apresentou “Tanto para sonhar”, um original seu.

Seguiu-se um dos momentos mais altos na noite. O tema “Sentir o Sol” foi dos mais cantados pelo público e divertiu todos na sala com o seu ritmo que faz lembrar o registo das tunas académicas. “O Tempo Vai Esperar” deu continuidade ao alinhamento e antecedeu a chamada ao palco dos últimos convidados.

Os Azeitonas subiram ao palco e cantaram o seu original “Ela foi para a Guerra”. Em jeito de resposta, soou “Já Estou de Regresso Amor”, um tema original d’Os Quatro e Meio que parece uma resposta ao tema dos convidados.

Já na reta final ouvimos a nova “Estou Tão Bem Assim” e a esperada “P’ra Frente é que é Lisboa”. Esta última foi muito bem recebida pelo público que mostrou saber a letra de cor. Altura para a banda abandonar o palco.

O encore contou com “Meu Amigo, Que Saudades de te Ver” e o “Baile de São Simão”. Esta última encerrou o espetáculo com o público a dançar e cantar em pé.

Os Quatro e Meia deixam a Casa da Música com uma ovação em Pé e com a promessa de voltar ao Porto em 2018. Uma noite de animação em acústico por uma banda que está a dar largos passos na música portuguesa.

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Texto: Daniela Fonseca
Fotografias: Bruno Ferreia

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