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Porto Blues Fest: Long Live The Blues!

Shirley
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A primeira edição do Porto Blues Fest aconteceu nos passados dias 26 e 27 de maio. Shirley King foi a escolhida para dar por encerrada esta iniciativa que deu vida à Concha acústica dos Jardins do Palácio de Cristal (Porto).

O Blues tomou de assalto a Invicta no passado fim de semana, nomeadamente os Jardins do Palácio de Cristal, com a primeira edição do Porto Blues Fest. Se para muitos esta era uma aposta arriscada, os resultados mostram exatamente o contrário.

Os Delta Blue Riders fizeram as honras da casa a 26 de maio, inaugurando assim o festival que contava já com algumas centenas de pessoas sentadas mesmo em frente à Conhca. Uma plateia composta por várias faixas etárias mas que incidia num público mais velho que, quiçá, sabe melhor degustar de uma noite destas. Julian Burdock e Danny Del Toro, um duo que empenhava apenas uma guitarra e uma harmónica mas que se mostrou mais do que suficiente e capaz de animar esta noite de primavera, encerrando esta primeira noite no meio da plateia.

O segundo dia do Porto Blues Fest, e responsável pelo grande movimento que se fazia sentir em torno do Palácio de Cristal, contava com nomes que já nos são bastante conhecidos: Rui Veloso e Shirley King.

Ainda o espetáculo estava longe de começar e as pessoas já se iam sentado na relva mesmo em frente à Concha, tudo para garantirem um bom lugar ao luar do Blues desta dupla. Shirley King subiu ao palco acompanhada pelos portugueses Budda Power Blues e podemos dizer que foi a verdadeira noite de ritmos que caracterizava BB King, rei do Blues que faleceu em maio de 2015, pai de Shirley.

Sempre dotada de um grande sentido de humor, que nos deixou completamente rendidos aos seus encantos vocais e de personalidade, foi interagindo connosco várias vezes. Na verdade, esteve durante três horas em conversas cantadas e não cantadas com o público. Uma verdadeira entertainer que animou tudo e todos.

Ouviu-se “Rock Me, Baby” e Shirley pediu que seis homens subissem ao palco para dançarem com e para ela. Apelidou-os carinhosamente de cães e cachorrinhos e teriam que manter a distância desta “gata”. Este foi, sem sombra de dúvida, um dos momentos mais divertidos da noite a par de um onde a própria pede que alguém do público lhe dê dinheiro para uma cerveja. E uma senhora do público deu-lhe a quantia exata para uma cerveja com a qual graceja por não receber nem um tostão a mais.

Brincadeiras à parte, chegou a hora de Rui Veloso subir ao palco e acompanhar Shirley na guitarra. Vestido a rigor, com uma boina que lhe havia sido dada pelo próprio BB King, algures em 1990 num concerto onde partilharam o palco.

Para “Got My Mojo Working”, a filha do Blues chamou ao palco Elisabete – uma jovem que conheceu na tarde de sábado – para interpretar ao seu lado este tema. Rui Veloso entrou em brincadeiras com o outro guitarrista em palco e houve ali um verdadeiro momento de partilha de palco, de vozes, de conhecimentos e de boa vontade. Ninguém era mais do que ninguém, mais artista, menos artista, tudo em pé de igualdade.

Se BB King para nós é e será eterno, para a sua filha ainda mais. Se até aqui as homenagens não pararam, a cantora pede para que o pai, esteja onde estiver, venha até aos Jardins do Palácio de Cristal. Coincidências ou não, uma leve chuva começou a cair e soaram os primeiros acordes de “The Thrill is Gone”, um original de Roy Hawkins e Rick Darnell gravada em 1951 mas que se tornou popular pela voz de BB que a gravou em 1969 para a incluir no seu disco “Completely Well”.

Saíram de palco depois da ressalva de que “O meu pai [BB King] dedicou toda a sua vida ao Blues. É uma honra para mim seguir os seus passos” e a segunda e última noite do Porto Blues Fest terminou com “Everyday I Have The Blues”, em jeito de reafirmação do que tinha dito momentos antes.

Shirley King ficou rendida ao público nortenho e deixou a promessa de um dia voltar a pisar os palcos portugueses.

Depois de duas noites animadas, com São Pedro a dar tréguas por breves momentos, o Blues tomou conta do Palácio de Cristal e abriu novos horizontes na Invicta mostrando que há público para todos os géneros musicais. Agora só nos resta esperar por 2018 e por uma segunda edição do Porto Blues Fest que, tal como esta, não irá certamente desiludir.

Para acederes à galeria completa clica aqui.


Texto: Mónica Ferreira

Fotografias: Bruno Ferreira

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