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PAUS: ‘”Mitra” vai mostrar os PAUS em 2016’

Mitra
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Os PAUS preparam-se para lançar esta sexta-feira, dia 12 de fevereiro, o seu novo álbum “Mitra” e assim dar início à digressão por Portugal e além fronteiras.

Em véspera de lançamento do novo disco, o Palco das Artes esteve à conversa com o Hélio dos PAUS para saber mais sobre este novo álbum, após um interregno de dois anos.

Passaram-se dois anos desde o vosso último trabalho, “Clarão”, e agora os PAUS estão de volta com um novo disco, “Mitra”. O que podemos esperar deste novo trabalho?

Este novo trabalho vai mostrar os PAUS em 2016 com o mesmo processo de composição mas a ir, pela primeira vez, buscar não referências mas algumas influências da música com um pouco mais de groove. Nós passámos muito tempo em tour nos últimos dois anos e de caminho ouvimos muita música, mais na onda de hip hop e coisas mais groove.

A vossa sonoridade é um bocadinho diferente do vosso último trabalho…

Sim. Acabámos por nos deixar por contaminar um bocado por isso. O processo foi mais ou menos o mesmo, a diferença foi termos trazido algumas ideias de ensaios que fomos fazendo ao longo destes últimos anos.

Tendo em conta que neste último par de anos andaram bastante ocupados, foram mais de 30 concerto em digressão um pouco por todo o mundo, como surge “Mitra”? Como é que vocês pensaram e conceberam “Mitra”?

Marcámos estúdio só. Nós não ensaiamos para compor, marcámos estúdio para setembro e gravámos o instrumental e depois descansámos um bocado a cabeça, marcámos novamente estúdio para gravar as vozes e pronto e fechou-se o disco. Acaba por ser muito trabalho e muito intenso durante um período de tempo mas também é um período de tempo mais concentrado, porque não precisamos de estar sempre a ensaiar e a compor e não é prejudicado pelo facto de termos uma agenda muito preenchida.

Vocês normalmente andam sempre de “braço dado”, digamos assim, com o improviso. Foi mais ou menos então o que aconteceu com “Mitra”?

Em estúdio é sempre. A primeira pessoa a aparecer em estúdio com uma ideia, grava e depois os outros gravam atrás. Nisso o processo não mudou, mantém-se.

“Mitra” até é um nome bastante peculiar, quem teve a ideia para o título do álbum? Em que é que se inspiraram?

Acho que foi o Quim. Foi com aquela coisa, se nos perguntarem “onde é que nós nos encaixamos?”, “que tipo de som é que somos?” e é-nos sempre muito complicado responder a isso. Na verdade, nós estamos em vários sítios e estamos confortáveis mas não somos inteiramente só aquilo e um “mitra” como nós o vemos, como nós nos apropriámos da palavra, mais do quaisquer outros significados conhecidos, é precisamente isso: alguém que fure, que está num sítio não sendo inteiramente desse sítio, mas que está como mitra.

Então podemos dizer que este vosso terceiro trabalho é uma afirmação daquilo que será ou que é os PAUS?

É uma proposta para definir, mais do que uma identificação do que são os PAUS, é a dificuldade em nós percebemos o que é que somos.

“Mitra” vai ser apresentado esta sexta-feira no Cinema São Jorge (Lisboa) e vão também dar início a uma nova digressão. Para já, vão ficar apenas por terras lusas ou já há datas previstas para o estrangeiro?

Sim, sim. Nós temos ainda em Portugal em fevereiro e o primeiro fim-de-semana de março. Depois vamos fazer algumas datas em França, vamos aos Açores e depois de 23, 24, 25, 26 e 27 vamos estar por Holanda e pela Bélgica.

Cachupa Pscicadélica é quem vai estar encarregue da primeira parte dos vossos concertos. Por algum motivo especial? Como surgiu esta oportunidade?

De todos os artistas cuja logística que havia, nós fizemos a triagem de alguns, depois escolhemos aquele que melhor se adequava tendo em conta as sonoridades, o gosto musical dos próprios PAUS e a logística. O Cachupa tem uma voz incrível e ficámos muito contentes por ele fazer as nossas primeiras partes.

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