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Papa Roach: Diversão garantida no Coliseu dos Recreios

Papa Roach
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Após vários anos de ausência de palcos nacionais, os Papa Roach regressaram, em nome próprio, para apresentar a novidade “Crooked Teeth”. O público afeto à banda norte-americana marcou presença em grande número no Coliseu de Lisboa, para recordar os grandes sucessos e escutar os temas mais recentes.

Foi com o tema-título do novo álbum “Crooked Teeth” que os Papa Roach protagonizaram uma grande entrada, com os fãs a corresponder da melhor forma, o que deixou antever que a noite seria vitoriosa para a banda. A seguinte “Getting Away With Murder” meteu os espectadores a saltar e a cantar, como que preparando todos para um dos melhores momentos da noite que chegou depressa, falamos do clássico “Between Angels and Insects”, que foi entoado a plenos pulmões por todos os presentes. No entanto, a banda não vive do passado e apresentou a recente “Face Everything and Rise”, que mostrou-se poderosa ao vivo e obteve igualmente uma reação efusiva por parte dos espectadores.

Depois do término desse tema Jacoby Shaddix dirigiu-se ao público referindo que os Papa Roach não vinham a Portugal há imenso tempo, mostrando-se agradado pela energia do público nacional. “Born for Greatness” obteve também uma reação incrível por parte dos fãs, algo que demonstra que muitos pessoas continuam atentas aos últimos trabalhos do grupo californiano. No final, o público começou a gritar espontaneamente o nome da banda, em sinal de apreço pelo fantástico começo de concerto. “She Loves Me Not” é um dos hits dos Papa Roach e naturalmente recebeu a devida aclamação, sendo que a balada “Scars” continuou na mesma senda, deixando bem claro a capacidade de Jacoby Shaddix cantar os seus temas praticamente do mesmo modo que nos álbuns, sem falhas. Aliás, toda a banda mostrou estar em ótima forma.

Sensivelmente a meio do concerto aconteceram os momentos mais mornos, as interpretações de “Periscope”, um tema calmo e próximo do pop e “Gravity” que ainda assim já soou mais convincente do que o anterior. Depois do público voltar a gritar Papa Roach, após esta fase dedicada às baladas, a banda tocou a “Song 2” dos Blur, uma cover bem escolhida que me meteu o público a gritar, pular e divertir-se. Em seguida tocaram “Traumatic”, uma das mais pesadas faixas do seu último álbum e que, ao vivo, fica ainda mais poderosa. Na parte final dessa música Jacoby Shaddix pediu ao público para se baixar e depois saltar, o que resultou em pleno.

A obrigatória balada “Forever” foi mais um tiro em cheio, sendo importante referir que no final desta música os Papa Roach tocaram o refrão de “In the End” dos Linkin Park, numa sentida homenagem ao recém-falecido Chester Bennington. Jacoby Shaddix afirmou mesmo que Chester era um bom homem e deu muito ao rock n’ roll, deeicando-lhe mesmo o próximo tema, o clássico “Blood Brothers”, que também também foi alvo de uma excelente receção. A muito catchy “American Dreams” colocou imenso público de braços no ar. No final do tema o vocalista disse que acredita na paz, na humanidade e em Portugal num discurso alvo de aplausos. Uma versão mais lenta de “Lifeline” serviu mais uma vez para mostrar os dotes vocais de Jacoby Shaddix e meter o público a acompanhar a letra. Não podia faltar “Help”, uma das músicas mais apelativas do último álbum da banda e que foi muito divertida de ouvir, ao vivo.

O grupo ausentou-se por algum tempo mas o encore começou com mais um tema do novo álbum, “None of the Above”, que até soou bem ao vivo mas fazia mais sentido ter sido tocado mais atrás no alinhamento. Depois chegou a vez da banda tocar uma poderosíssima “Dead Cell”, que meteu algum do público a fazer mosh, sendo que logo em seguida, sem paragens, o pôde-se escutar um excerto da igualmente pesada “Thrown Away”. Estas recordações encaixaram na perfeição neste parte final. O grande êxito da carreira dos Papa Roach, “Last Resort”, não podia faltar antes do término do espetáculo, e se já muitos dos outros temas haviam sido acompanhados pelas vozes do público, este foi acompanhado por todos de uma forma ainda mais efusiva. O último tema “…To Be Loved” continuou na mesma toada e ainda teve direito a um grande circle pit que foi solicitado pelo frontman da banda. Deste modo terminou um grande concerto em que a diversão foi garantida.

De referir que o aquecimento para o concerto dos Papa Roach ficou a cargo dos Ho99o9, uma banda que funde Hip-Hop Industrial, com Punk Hardcore. A atuação até começou de um modo algo promissor mas depois apresentou-se entre o mais ou menos interessante e o sofrível. Apesar do elemento Hip-Hop, a sonoridade deste trio revelou-se muito distante da praticada pelos Papa Roach e houve oportunidade de verificar que muitos dos presentes preferiram passar boa parte do concerto a mexer nos seus telemóveis, sendo notória a cara de aborrecimento de alguns. Um concerto de três quartos de hora que não serviu o seu propósito e que será rapidamente apagado da memória de quase todos os espectadores.

Para acederes à galeria completa clica aqui.

Texto: Mário Rodrigues
Fotografias: Pedro Raimundo

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