De 23 de setembro a 27 de janeiro de 2018 vai estar patente na Galeria Municipal de Matosinhos, a “Obra Pública” de Júlio Resende.

Dos azulejos que decoram a estação de metropolitano de Sete Rios, em Lisboa, ao icónico painel “Ribeira Negra”, no Porto, Júlio Resende produziu uma extensa obra pública que dá vida a edifícios e a ruas de todo o país. Este labor destinado ao enriquecimento do espaço público, permitindo a fruição da arte pelos cidadãos, é o centro da exposição “Obra Pública”, que este sábado, pelas 17 horas, será inaugurada na Galeria Municipal de Matosinhos.

Organizada no âmbito das comemorações do centenário de nascimento do artista, que se assinala no próximo dia 23 de outubro, a exposição apresenta um conjunto de estudos para painéis cerâmicos, tapeçarias e vitrais, os quais deram origem a algumas das mais importantes obras de Resende. “Conhecer esta faceta do pintor é conhecer um discurso artístico que procurou uma função para a arte e uma responsabilidade cívica para o artista”, considera a crítica de arte Laura Castro no texto que produziu para o catálogo da exposição.

Com efeito, foi o próprio Júlio Resende que considerou que “um mural num espaço urbano é o mais justo fim de uma pintura. Aí atinge plenamente a sua função social, e é essa a razão de ser da sua existência”.

Uma das salas da exposição “Obra Pública” é dedicada ao espólio da Câmara Municipal de Matosinhos, cuja principal parede da sala de sessões públicas do edifício dos paços do concelho conta com uma das mais notáveis obras de Resende, o painel cerâmico “Lenda de Cayo Carpo”. Deste acervo faz ainda parte a tapeçaria “Neptuno”, presente na exposição. “Obra Pública” conta ainda com diversos estudos realizados para todo o país, do já referido “Ribeira Negra” aos notáveis vitrais da igreja do Foco, no Porto, passando pelo painel do edifício Pinto de Magalhães.

Júlio Resende, recorde-se, nasceu no Porto e faleceu há precisamente seis anos, no dia 21 de setembro de 2011. Foi um dos mais notáveis artistas portugueses do século XX, tendo conquistado prémios como o Amadeo Sousa Cardoso (1949) ou o Prémio Especial da Bienal de S. Paulo (1951).

A exposição será inaugurada a 23 de setembro pelas 17h. Durante a semana, “Obra Pública” pode ser visitada das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30, de segunda a sexta-feira. Aos sábados e feriados, a Galeria está aberta ao público entre as 15h e as 18h.

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