O NOS Primavera Sound vai voltar ao Parque da Cidade em 2018 depois de uma edição que regista a maior afluência do festival desde sempre: cerca de 90 mil pessoas.

A sexta edição do NOS Primavera Sound ficou marcada como a mais concorrida de sempre. O primeiro dia do Festival começou com 27 mil pessoas, passando para as 30 mil no segundo dia e acabou com 29 mil pessoas, reunindo na sua totalidade mais de 50 nacionalidades no Parque da Cidade.

Em destaque este ano estiveram os franceses Bon Iver com a apresentação do seu “22, A Million” e responsáveis pela grande afluência, enquanto a comunhão do público com Run The Jewels e a dupla francesa Justice foram outros dos momentos que permanecerão gravados em letras douradas na história da NOS Primavera Sound. A lista estende-se graças ao elevado nível das actuações programadas nos quatros palcos do recinto, como a performance-maratona de Swans, a electrónica dançante de Ritchie Hawtin e do seu novo espectáculo audiovisual CLOSE, o rock psicadelico de King Gizzard & The Lizard Wizard, a revisita aos clássicos de Teenage Fanclub ou a confirmação de Cigarettes After Sex como um dos projectos mais empolgantes dos dias de hoje.

Durante os dois primeiros dias, o Parque da Cidade recebeu uma programação diversificada: desde o neo country de Nikki Lane, a energia de Cymbals Eat Guitars até à electrónica sonhadora de Nicolas Jaar e a sonoridade genuinamente britânica de Skepta passando pela interpretação contida de Julien Baker, o poder dos australianos Pond, o folk expansivo de Angel Olsen e o espectáculo visual do californiano Flying Lotus. Samuel Úria, que abriu o festival, Rodrigo Leão & Scott Matthew, First Breath After Coma e Evols representaram o que de melhor se faz em Portugal.

Pela primeira vez, cinco salas de concertos e espaços do centro da cidade do Porto (Café au Lait, Hard Club, Maus Hábitos, Passos Manuel e Plano B) receberam no dia 7 de Junho várias actuações e DJ sets a cargo de artistas nacionais e internacionais, como a promessa do synth pop Shura, a renovadora da cena de Chicago The Black Madonna, a electrónica melódica de Jessy Lanza, a actuação desenfreadas de Las Bistecs, o rock de Mueran Humanos e o projecto de electrónica e experimentação The Suicide Of Western Culture.

O festival encerrou com um cartaz eclético onde sobressai o génio da experimentação Aphex Twin, a pop estilizada dos britânico Metronomy, a irresistível máquina de dança dos renascidos The Make-Up, a instituição musical brasileira que é Elza Soares, o psicadelismo dos Black Angels, a brutalidade de Death Grips ou grandes promessas como Sampha e Weyes Blood, todos parte de um fim de semana que uma vez por ano transforma a cidade do Porto num palco mundial.

Rita Torres Baptista, Directora de Marca e Comunicação da NOS considera que, na sua sexta edição, o NOS Primavera Sound é já um evento incontornável na agenda da cidade do Porto e do país do qual a NOS se orgulha em fazer parte, aproveitando para congratular todas os parceiros que, desde o primeiro momento, acreditaram que era possível fazer algo diferente num lugar idílico onde se celebra a música e onde a descoberta inspira a experiência.

Nuno Lemos, da Porto Lazer acredita que esta edição mostra uma vez mais que o festival é um exemplo claro da simbiose entra a música e a natureza, honrando o compromisso de respeitar o espaço do Parque da Cidade.

José Barreiro, director do NOS Primavera Sound, faz um balanço muito positivo de uma edição que ontem recebeu a maior enchente de sempre e expressou a vontade de fazer com que este número se repita pelos três dias. O NOS Primavera Sound 2017 provou que mesmo um cartaz mais arriscado recebe resposta de um público exigente e fica reiterado o desejo de continuar a fazer do festival o reflexo daquilo que de melhor se faz na música.

Em 2018, o NOS Primavera Sound volta ao Parque da Cidade nos dias 7, 8 e 9 de Junho.

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