Está aqui!
Home > Música > Festivais > NOS Primavera Sound: Um Bon Iver em plena Primavera

NOS Primavera Sound: Um Bon Iver em plena Primavera

Bon Iver
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone

Bon Iver foram os protagonistas da segunda noite do NOS Primavera Sound 2017. Chegaram e arrebataram ainda que muita gente ainda não saiba sentir e apreciar as suas sonoridades.

Já todos tinham jantado, já muitos guardavam lugar nas primeiras filas e ao longo de todo o anfiteatro natural que é o Parque da Cidade, tudo para terem um lugarinho às luzes de Bon Iver. Passavam poucos minutos das 22h e a dupla subiu a um palco adornado de luzes e efeitos e rodeados de aplausos e acompanhados da sua banda.

Abraçados por um NOS Primavera Sound completamente esgotado, onde se queríamos encontrar alguém era uma autêntica agulha no palheiro, Justin Vernon é o frontman ou pelo menos o centro de todas as atenções. Sintetizadores, guitarras, adornadas de um cenário visual composto por palavras soltas, símbolos esotéricos e imagens de tudo menos de bonança.

Trouxe-nos “Skinny Love”, aquela canção que os revelou ao mundo, que os colocou nos pódios. Estávamos em 2007 e Vernon tinha o coração partido. Foi obra de Emma. Foi a destruição de uma banda que impulsionou o lançamento a solo com “For Emma, Forever Ago”.

A Emma esteve na Invicta – ou pelo menos fãs que se sentem verdadeiras Emmas que não contiveram as lágrimas. Emoção, tristeza, desilusão? Não sabemos, mas lá emotivas estavam. A noite estava fria, ainda que longe de um bom inverno, o ambiente convidava a que se fizesse silêncio, que se desse o calor humano, que se partilhassem agasalhos, que se ouvisse música e se guardassem os telemóveis e demais dispositivos. Em vão. Tudo em vão.

Experimental, eletrónico, repleto de sintetizadores e efeitos e com uma abordagem mais periférica, “22, A Million” – lançado no final de 2016 – fez a primeira parte do concerto. Justin, de auscultadores, envolvido em botões e mais botões, todo um “look a la DJ”, atira-nos com elogios atrás de elogios, demonstra o carinho que tem pela cidade, pelo Festival e dá-nos com amor “29 #Strafford APTS”.

Recuámos a 2011 com “Perth”, “Towers” e “Minnesota, WI” com uma roupagem nova apostando na eletrónica. “Holocene” veio com aviso, com um conselho: “Tentem o máximo que conseguirem não terem medo de morrer”.

O encore chegou e, por baixo de uma lua cheia enorme, somos bombardeados novamente com “Skinny Love” mas desta vez em versão acústica. A forma mais do que perfeita de acabar a noite por estes lados do palco principal.

Estrearam-se por cá em 2012, esgotaram dois Coliseus e conquistaram mais uns punhados de fãs. Esta sexta-feira não foi diferente, pelo menos na parte da conquista. Um espetáculo irrepreensível mas que teria melhores conotações se tivesse sido assistido numa sala fechada. Há coisas que simplesmente não funcionam em espaços abertos. Seja pelo espaço em si, seja pelo público que atrai e o “à vontade” que lhes dá de fazerem o que quer que seja, incluindo passar um concerto inteiro a falar com o vizinho do lado.


Texto: Mónica Ferreira

NOTA: Não foi permitida a captação profissional de imagens do concerto dos Bon Iver
Comentários
Top

Este site utiliza cookies próprios e da Google para personalizar conteúdo e anúncios, funcionalidades de redes sociais e análise de tráfego. A informação contida nestes cookies pode ser partilhada com os nossos parceiros fornecedores das funcionalidades descritas atrás. Ao navegar neste site, estará a consentir a utilização destes cookies. Saiba mais sobre o uso de cookies.

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

X