Ao terceiro dia de MEO Marés Vivas, os James tomam contam do palco principal, fechando a última noite do festival com chave de ouro.

Depois da calma Beth Orton, do rock de Rui Veloso foi a vez dos James subirem ao Palco MEO e levarem todos ao rubro com as suas canções. Se às 19h o recinto estava menos que a meio gás, aquando do concerto dos britânicos havia povo a perder de vista.

Dentro da horário marcado, os James deram início ao espetáculo com “A Portuguesa” pondo todos de mão ao peito e a cantarem numa só voz. Andy Diagram, trompetista da banda, estava vestido a rigor com uma camisola da Seleção Portuguesa com o número 7 estampado a par do seu nome. Depois da forma solene e estridente como nos deram os parabéns por termos trazido a taça para casa, lá se deu início ao concerto com “Interrogation”.

Já todos sabemos que Tim Booth tem uma energia inesgotável, que gosta de ter contacto direto com o público por isso mesmo em “Move Down South”, desceu do palco para junto da primeira fila. o que é que vinha a seguir? Já sabíamos, ele ia-se atirar a nós como já é habitual, mas não. Decidiu fazer apenas uma ameaça para depois em “Catapult” é que se catapultar para os nossos braços e percorrer as primeiras filas.

Para este dia, os James trouxeram-nos um alinhamento que insistia em temas mais recentes mas não foi motivo de desagrado para o público. Aliás, os fãs sabiam (e muito bem) as novas canções e nem por um segundo hesitaram em juntar as suas vozes à de Tim fazendo um coro mais que perfeito e exemplar.

E então, não houveram clássicos? Claro que sim! Os míticos “Come Home”, “Johnny Yen”, “She’s a Star”, “Just Like Fred Astaire” fizeram as delícias dos presentes voltando de rompante a 2014 com “Curse Curse” cujo MEO Marés Vivas serviu de cenário para a gravação do videoclip desta canção.

A primeira parte do concerto terminou com a velhinha “Sometimes” que, pelos vistos, veio substituir a tão desejada “Sit Down”. Com todo o recinto (bancada incluída) num autêntico alvoroço, a cantar, a gritar cada verso desta canção, Tim Booth congelou e, emocionado, ficou ali, impávido a olhar-nos, a admirar a proeza.

O encore recebeu “Moving On”, “Nothing But Love” e “Getting Away With It” e, no final, estavam todos contentes e saciados de James.

Se o Marés Vivas podia ter acabado de outra forma? Podia mas não era a mesma coisa.

James

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