O Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor encheu para ouvir o mais recente trabalho de Maria Gadú, que, literalmente, abriu a goela e encantou todo o público presente.

“Guelã” é o terceiro álbum da jovem cantora brasileira Maria Gadú, no qual assume o desafio e a aventura de trabalhar sozinha todas as canções, quebrando um pouco com o estilo dos trabalhos anteriores.

A diferença nota-se, a voz continua a mesma, forte, melodiosa e meiga, mas a sonoridade do conjunto é mais pessoal, um estilo mais próprio, e a própria cantora afirma que o disco é ela mesmo. A medir pela reação do público presente, a aposta está ganha, Maria Gadú, ouvia-se, deu um grande espetáculo.

A noite não foi só de novidades, ouviram-se êxitos de outros tempos, aos quais o público reagia com mais entusiasmo, mas curiosamente, a primeira grande ovação da noite foi para “ne me qitte pas”, um original de Jacques Brel e imortalizado pela versão de Édith Piaf, mas que Gadú interpreta de forma própria, muito sentida, no final, o público reage, brilhante!

O ambiente era intimista e alegre, a cantora de 29 anos, conversou e cantou para os presentes durante quase duas horas, ofereceu boa música, mas pediu e recebeu bom vinho português, não que a voz desafinasse, mas um bom vinho ajuda sempre à festa.

A outra grande ovação estava guardada para o encore, o público pede, Maria Gadú canta, com a sala em delírio a cantar a uma só voz o eterno êxito da cantora “Shimbalaiê”, um tema composto pela artista quando tinha apenas 10 anos de idade.

“Até já!” despede-se Gadú, shimbalaiê até mais “vê” dizemos nós, que é como quem diz obrigado, volte sempre!

maria-gadu_1

Para acederes à galeria completa clica aqui.


Texto e Fotografias: Mário Monteiro

Comentários